Arquivo do mês: outubro 2009

O show do Ed

Quem frenquenta o blog já manja a seção Flashing Pictures, espaço onde eu apresento fotos raras do Suicidal, algumas delas, verdadeiras pérolas que coletei em minhas expedições pela internet.

Verdadeiros tesouros já foram para o ar, mas uma session especial eu guardava para uma edição de gala. Não são fotos “secretas”, já circulam entre os fãs da banda há algum tempo.

Mas acho esses registros tão bons (não por acaso, um deles ilustra o topo do blog) que eles mereciam mais do que alguns comentários. Mereciam e terão.

Há alguns dias encontrei o site do responsável. Ele se chama Ed Arnaud e ainda mora em Tucson, no Arizona, local que abrigou um show do Suicidal em 1982. Apresentação esta que acabou eternizada pelas lentes de Ed.

Abaixo, uma entrevista com ele, as fotos clássicas e, para fechar, mais cinco fotos que vão para o ar pela primeira vez na internet!

Quando e onde você fez as fotos?
As fotos do ST foram tiradas em 23 de janeiro, 1984 no Stumble Inn em Tucson, Arizona.

Como era o cenário? Um clube punk? E o público?
Houve uma série de grandes shows nesse lugar. Era um clube para fãs de música underground. Eles tinham duas ou três televisões e durante todo os shows que eles promoviam passavam o filme “Road Warrior” (Mad Max, para nós brasileiros) nas televisões sem parar. Nas caixas de som, sempre rolava punk rock entre as bandas.

Durante a primeira parte do show, o público estava surpreendemente tranquilo, pelo que eu consigo lembrar. Você consegue ver em algumas fotos as pessoas paradas. Normalmente, o clube tinha um pit furioso à frente do palco. Um mosh pit começou a se formar logo após eu terminar de tirar as minhas fotos. Me lembro de um pequeno público naquela noite, talvez umas 50 pessoas.

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No estacionamento fora do clube, alguém pôs um corpo falso em baixo de um carro. Não sei quem, e não sei qual o motivo. Em todo o caso, tirei uma foto.
Uma das coisas que eu não gostava no Stumble Inn, era que ele tinha essa grande em frente ao palco. Isso ficou no caminho para tirar as fotos, e tornou mais difícil a galera saltar do palco. Você viu minha foto do Mike Muir levantando do chão e o público o ajudando a subir? Ele tombou sobre os trilhos na frente do palco e caiu no chão. Foi uma performance muito intensa como todos os fãs do ST sabem.

As fotos foram tiradas em frente do palco, no meio do público, como foi isso?
Normalmente, pode ser muito difícil tirar fotos na frente do palco em um show punk, por conta da movimentação constante. Foi fácil naquela noite. Eu só tinha um filme de 24 exposições em preto e branco, então eu terminei de tirar as fotos no início do show, antes do pogo se formar. Meu amigo músico Paul Young, que era um cara alto, me pôs em seus ombros para o show do ST. Se você observar, algumas das minhas fotos foram tiradas de cima da galera. Paul era um punk rocker que morreu na década de 90, e há essa página em sua homenagem, caso você se interesse.

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Naquela época, muitos dos shows do Suicidal ficaram marcados pela violência (brigas ou no pogo). Algum problema naquela noite?
Nenhum problema que eu me lembre.

Por que a escolha por fotos em preto e branco?
Na minha opinião, fotos em preto e branco podem ser mais poderosas para quem vê. É cru e honesto. Às vezes, a cor pode ser perturbadora para o espectador, tirando o foco do assunto.Não há distrações com o preto e branco. Embora eu tenha usado filme colorido para alguns shows, prefiro preto e branco.

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Quando eu usei filme colorido, deve ter sido por ser o único filme que eu tinha comigo no momento. Eu não tinha muito dinheiro na época, e às vezes só tinha um filme de 24 poses comigo. Cor definitivamente tem o seu valor. Fotografei o grupo Wall of Voodoo na década de 80. Eles usavam luzes do palco que eram muito profundas em cor, um momento perfeito para usar filme colorido.

O que você acha dessas suas fotos do ST
Eu tenho sorte, fui capaz de documentar o Suicidal no início de sua carreira. Gosto do olhar intenso dos integrantes durante a performance. Eu também gosto do que a banda estava vestindo, incluindo a camisa do Mike Muir. Fiquei muito feliz de estar lá. Eu tinha apenas 19 quando eu tirei essas fotos.

Naquela show, o ST usava bandanas, bonés, chapéus, camisa de flanela, Mike usou uma camiseta da banda. Muito do estilo que ficou consagrado depois. Você acredita que isso também contribuiu para as suas fotos serem tão marcantes?
Sim. O estilo Suicidal fez essas fotos serem únicas. Algo que era muito incomum para uma banda de punk rock na época, pelo menos do que eu tinha visto em Tucson. Tanto quanto eu sei, o estilo cholo não era associado ao punk rock até o Suicidal aparecer na cena. Eu acho que é uma combinação pefeita. Uma coisa é interessante foi que, logo após esse show, grafites do ST começaram a aparecer em torno da cidade. Especialmente, onde skatistas eram freqüentes.

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Algumas questões pessoais. Quantos anos você tem? Ainda vive em Tucson? Fale um pouco da sua carreira como fotógrafo.
Acabei de fazer 46 anos e ainda moro em Tucson. Não tenho do que reclamar, continuo saudável. Espero que meus ouvidos aguentem com todos os shows que eu assisti e toda a música que eu toquei alta em minha vida. Enquanto escrevo essas respostas, ouço L7 estourando!

Faço fotos desde que eu tinha 10 anos. Fiz aulas de fotografia durante os quatro anos na escola e em dois anos na faculdade. Fotografar shows começou na faculdade, quando eu trabalhava para uma revista de entretenimento local como fotógrafo freelance.

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O primeiro concerto que eu fotografei foi do The Police, em 1982. E continuei a fotografar concertos para a revista, mas o que eu queria era fotografar os shows que eu mais amava, os de Punk Rock. Em meados e final dos anos 80, me tornei o fotógrafo exclusivo para uma banda de rock local chamada Thai Pink. Esta banda tinha um grande potencial como uma banda de glam rock. Sua formação incluiu Eddie Spaghetti, que acabou formando o Supersuckers. Infelizmente, o Thai Pink se separou, a revista local para qual eu fotografava fechou e a cena punk em Tucson não é mais a mesma.

Não sei exatamente o porquê, mas parei de fotografar shows. Voltei a tirar fotos de alguns shows há um ou dois anos e gostaria de continuar. Se alguma banda brasileira aparecer por Tucson, me mande um email que eu faço as fotos.

AS FOTOS INÉDITAS THE UNPUBLISHED FOTOS

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Mais fotos do Ed, visitem o site dele.

[ENGLISH VERSION]

THE ED’S SHOW

You readers already know about the section Flashing Pictures, which is a place wehre I show you rare Suicidal  pictures – in fact, some of those are a real find colected in my expeditions all over the internet.

Some of the treasures has already been posted, but I was keeping a special session for a gala edition. The pics are not ‘secret’, of course, in fact it has been circulating among the fans for a while now.

But I think those shots are so damn good (not at random, one of them it’s on the top of this blog), that they deserve more than only comments. Actually, they deserve and they shall have it.

Some days ago, I’ve found the photographer’s website: his name is Ed Arnaud, and he still lives in Tucson, Arizona, the city where Suicidal made a gig back in 1982. This concert was registred by the lens of Ed’s camera.

You can check below an interview I’ve made with him, some classic pictures and, closing the deal, plus 5 photos that were never shown before on the net!

When and where those photos were taken?
The photos of ST were taken on 23 January, 1984 at a night club called the “Stumble Inn” in Tucson Arizona.

What was the scenario, a punk club? And how was the audience reacting to the concert?
There were a lot of great shows at this night club.  The club catered to fans of underground music.  They had two or three televisions in the club and during any show that I attended they would play the movie “Road Warrior” on the televisions over and over again.  Their sound system was always playing punk rock music between bands.

During the first part of the show, the audience was suprisingly tame that night from what I can remember.  You can see in some of the photos people standing instead of moving.  The club usually had a furious pit going right in front of the stage.  A mosh pit started forming soon after I finished taking my photos.  I remember only a small crowd that night, maybe 50 people.

In the parking lot outside the club, someone put a fake body under a car.  I don’t know who, and I don’t know why.  I took a photo of it anyway.

One thing I didn’t like about the Stumble Inn, is that they had this railing in front of the stage.  This got in the way of taking photos, and made it more difficult for people to dive off the stage.  You’ve seen my photo of Mike Muir getting up from the floor and the audience helping him up?  He flipped over the railing in front of the stage and landed on the floor.  He is a very intense performer as all ST fans know.

The photos were taken in the audience, in front of the stage. How was that?
Usually it can be very diffcult taking photos in front of the stage at a punk show because of the constant movement.  It was fairly easy that night.  I only had one roll of 24 exposure black and white film, so I finished taking photos early in the show before the pit formed.  My musician friend Paul Young, who was a tall guy, let me get on his shoulders for the ST show.  If you’ll notice, some of my photos were taken from above the crowd.  Paul was a punk rocker who died in the 90’s.  Here is a tribute page for him if you’re interested.

Suicidal’s gigs were pretty famous for the violence. Did any problem happened that night?
No problems that I can remember.

Why did you chose b/w photos for that ocasion?
Black and white photos, in my opinion, can be more powerful to the viewer.  It’s raw and honest.  Sometimes color can be distracting to the viewer taking the focus away from the subject.  To me there are no distractions with black and white.  Although I have used color film for some concerts, I prefer black and white.

When I have used color film, it may have been the only film I had with me at the time.  I didn’t have much money back then, and sometimes only had one roll of 24 exposures with me.  Color definetly has it’s place.  I photographed Wall of Voodoo in the 80’s.  They used stage lights that were very deep in color which made it a perfect time to use color film.

At that concert, the band was wearing bandanas, hats, ST shirts, much of the ornaments that would be lately known as the “suicidal style” or “cholo style”. Do you think that accessories contributed to your photos?

Yes.  The Suicidal style made these photos unique.  Very unusual for a punk rock band at that time, at least what Tucson had seen.  As far as I know, the cholo style was not associated with punk rock until Suicidal showed up on the punk scene.  I think it’s a pefect combination.  What’s also interesting, soon after this show, ST graffitti started showing up around town.  Especially where skaters would frequent.

What do you like in these pictures?
I’m lucky I was able to document a Suicidal show early in their career.  I like the intense look on the faces of Suicidal as they perform.  I also like what the band was wearing including Mike Muir’s shirt.  I was very fortunate to be there.  I was only 19 when I took these photos.

How old are you? Where do you live? Tell me about your carrer as photographer?
I just turned 46.  So far so good, I’m staying healthy.  I hope my ears hold up with all the concerts I’ve attended and all the music I’ve played loud all my life.  In fact, I have L7 cranked up as I write this.

I’ve been taking pictures since I was 10.  I took photography classes all four years in high school, and two years in college.  Photographing concerts started in college when I worked with a local entertainment magazine as a freelance photographer.  The first concert that I photographed was The Police in 1982.  I continued photographing concerts for the magazine, but I wanted to start photographing the shows I loved most, which was PUNK ROCK.  In the mid and late 80’s I became the exclusive photographer for a local rock band called Thai Pink.  This band had great potential as a glam rock band.  Their lineup included Eddie Spaghetti who eventually formed the Supersuckers.  Unfortunately Thai Pink broke up, the local magazine I took photos for stopped publishing, and the punk scene in Tucson wasn’t the same.  I don’t know exactly why, but I stopped taking concert photographs.

I’ve taken photos at a few shows in the last year or two, and would like to continue.  If any Brazilian bands make it to Tucson, send me an email and I’ll photograph the show.

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Há 27 anos, no Galaxy e no T-Bird

Cheguei nesse link lendo o sensacional artigo “When La Raza and Punk Rock Collide and Converge” (certamente, voltaremos a falar deste texto por aqui). E de lá trouxe para o blog duas mini-resenhas de dois shows do Suicidal nos primórdios da banda, assinadas por Scott Mitchell.

Dos primórdios também é o site em que o material está publicado. Feito entre 1999 e 2003, segue firme online hospedado no pré-histórico Tripod. Visual que hoje, 10 anos depois, dá para chamar de old school em termos de internet.

São dois relatos curtos e bem interessantes. Selecionei apenas as partes em que o autor trata do ST, traduzidas livremente na sequência.

Data: 12/11/1982
Bandas: CH3, The Vandals, Suicidal Tendencies,
Battalion of Saints, Shattered Faith, Ill Repute, Patriot e Instigator.
Local: T-Bird Rollerdrome, em Pico Rivera.
Ingresso: $ 6.

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To the best of my knowledge, this was the first show that I went to that was produced by “P.U.N.X.”. Throughout 1982 and 1983, PUNX put on a number of shows in the LA area, and a lot of them wound up being at the T-Bird Rollerdrome. According to the local punk rumor mill, PUNX was alleged to be more of a gang than a music production business. When you added PUNX spooky reputation to the gang infested Pico Rivera neighborhood where the T-Bird stood, it gave the shows there kind of a sinister, dangerous feeling.

After an extremely long intermission, Suicidal Tendencies finally showed up late and took the stage. The audience that night was packed with S.T.’s gang-like followers, since Pico Rivera was pretty much home turf to the whole Suicidal crew. Between the involvement of the PUNX people, the Pico Rivera locale, and the presence of Suicidal Tendencies and their fans, the evening definitely had a kind of punk/gang type feeling. This was the first time that I had seen Suicidal Tendencies play, and this time I wasn’t all that impressed. They sounded much better when I saw them play the next weekend at the Galaxy, but I’ll save that story for later.

[TRADUÇÃO LIVRE]

Se eu me lembro bem, este foi o primeiro show que eu fui produzido pelo grupo P.U.N.X.. Ao longo de 1982 e 1983, a P.U.N.X. organizou uma série de shows na região de Los Angeles, muitos deles no T-Bird Rollerdrome. Segundo a fábrica local de boatos punks, a P.U.N.X. foi acusada de ser mais uma gangue do que uma produtora musical. E quando você adiciona essa reputação da P.U.N.X. à um bairro infestado de guangues como Pico Rivera, onde o T-Bird foi construído, isso dá ao show um sentimento sinistro, perigoso.

Depois de um longo intervalo, o Suicidal Tendencies finalmente apareceu e subiu ao palco. O público daquela a noite era formado com seguidores ST estilo gangues, Pico Rivera foi casa muito receptiva para toda a turma Suicidal. Entre o envolvimento das pessoas P.U.N.X., os locais de Pico Rivera, e a presença do Suicidal Tendencies e seus fãs, a noite teve definitivamente uma espécie sentimento punk/ gangue. Esta foi a primeira vez que eu vi o Suicidal Tendencies tocar, e desta vez eu não fiquei tão impressionado. Eles soaram muito melhor quando os vi tocar no fim de semana seguinte no Galaxy, mas essa história eu vou guardar para mais tarde.

Data: 12/17/1982.
Bandas: Wasted Youth, Youth Brigade, Suicidal Tendencies, 7 Seconds.
Local: The Galaxy, em Fullerton.
Ingresso: $6.

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Call me a wimp if you will, but man, it was nice to be back at the good old Galaxy in Fullerton, away from the heavy gangster attitude and wrecked bathrooms at the T-Bird.

The first time I saw ST, I didn’t think they were all that great; maybe it was the heavy gang attitude that night, or maybe it was just an off night for the band. But this time at the Galaxy, they put on a kick-ass show, which included early versions of “I Saw Your Mommy” and “Institutionalized”. It was definitely easier to enjoy Suicidal Tendencies without their faithful hoard of ultra-violent knuckleheads hanging around.

[TRADUÇÃO LIVRE]

Pode me chamar de covarde se quiser, mas cara, como foi legal estar de volta ao bom e velho Galaxy, em Fullerton, longe da pesada atitude de gângster e dos banheiros destruídos da T-Bird.

A primeira vez que eu vi o ST, não achava que eles eram tudo aquilo, talvez tenha sido a pesada atitude de gangue daquela noite, ou talvez fosse apenas uma noite desligada da banda. Mas, desta vez no Galaxy, eles fizeram um show fudido, que incluiu as primeiras versões de “I Saw Your Mommy” e “Institutionalized”. Foi definitivamente mais fácil desfrutar o Suicidal Tendencies sem os seus fiéis ultra-violentos estúpidos pela área.

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[ENGLISH VERSION]

I’ve reached this link by reading this terrific text called “When La Raza and Punk Rock Collide and Converge” (that we’ll certainly revisit here pretty soon), and there I’ve found two terrific reviews written by Scott Mitchell reporting ST concerts from the old days.

The website itself was created in the ‘old days’ of internet, between 1999 and 2003, and until now it’s hosted on the prehistoric Tripod, showing a simples layout that also looks pretty ‘old school’ when you talk about the web.

Both reviews are very short but still interesting, and I’ve picked only the fractions about ST on the text.

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Lance Mountain, skate, desenhos e Suicidal Tendencies

Quem passa por aqui manja como é a relação entre o ST e o skate. Começou lá na casca, entre os irmãos Muir: o skatista famoso e Z-Boy Jim, e Mike, o moleque pegando a trilha do rock. Desde então, são muitas as histórias em que estes dois mundos se encontram.

Uma delas envolve o lendário skatista Lance Mountain, ex-integrante da equipe Powell Peralta do também Z-Boy Stacy Peralta. Tudo começou por conta de uma “chantagem” de Glen Friedman, relembrada por Mountain em uma divertida/dolorida seção da revista Skateboarder, sobre as contusões no esporte:

Chipped teeth:
“Glen Friedman asked me if I wanted to go see the Toy Dolls and I said, ‘Yeah, Yeah.’ He said, ‘Oh, they’re playing with Suicidal Tendencies and I’ll get you in if you draw a Suicidal Tendencies shirt.’ So he got me in and during the second song I got pushed and my teeth got chipped out—and I stayed for the rest of the show.”

Pra quem não pescou a mensagem, traduzo livremente:

Dente lascado
“Glen Friedman perguntou se eu queria ir ver o Toy Dolls e eu disse, ‘Yeah’.  Ele falou, ‘Oh, eles vão tocar com o Suicidal Tendencies e eu ponho você para dentro do show se você desenhar uma camiseta do ST. Então, ele me pôs para dentro (sem malícia, pessoal!) e na segunda música eu fui empurrado e meu dente acabou lascado (?) – e eu fiquei pelo resto do show”.

Algo que começou meio na brincadeira, virou arte clássica do Suicidal, estampada até hoje em camisetas e adesivos da banda. Os originais, que vocês podem conferir abaixo, são avaliados atualmente em 5 e 10 mil dólares, respectivamente:

Lance Drawings

Os mesmos desenhos, agora no merchandise do ST, à venda no site oficial:

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Material tão marcante que, mesmo tanto tempo depois, serve de inspiração para novos lançamentos. Recentemente, Lance Mountain acertou duas parcerias para recuperar esse trabalho.

A primeira delas, com a grife Heel Bruise, rendeu a seguinte camiseta:

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E a outra, com a marca de skate Anti-Hero, pôs na praça os seguintes decks,  em uma série homenageando skatistas de renome:

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BÔNUS

– Quer se contorcer de dor com o prontuário completo de Lance Mountain na Skateboarder? Vai aqui.

– O skatista tem um site pessoal muito legal. Curiosidades infinitas sobre a carreira, muitas fotos, uma viagem sensacional para quem é fã do esporte. Chega lá.

– Vale também incluir por aqui mais uma peça da Heel Bruise, absolutamente fantástica, no manequim do próprio Mountain:

Que tal a expressão da fera?

Que tal a expressão da fera?

– Por aqui já tratamos da relação Suicidal e skate no excelente texto de Dudu Munhoz, em “Cinco rolês do ST pelos caminhos do skate”.

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Every ST fan knows about their relationship with skate.  It started a long time ago between the Muir brothers, the famous skateboarder Z-Boy Jim, and Mike, the brat who was getting the rock road back then. Ever since, a lot has happened envolving these two worlds.

One of the stories involves the legendary skateboarder, Lance Mountain (a former integrant from the Peralta’s team) and Glen Friedman. It was sort of a bet, which Mountain reminded in a joyfull/painfull  section from Skateboarder magazine about the sport bruising:

Chipped teeth:
“Glen Friedman asked me if I wanted to go see the Toy Dolls and I said, ‘Yeah, Yeah.’ He said, ‘Oh, they’re playing with Suicidal Tendencies and I’ll get you in if you draw a Suicidal Tendencies shirt.’ So he got me in and during the second song I got pushed and my teeth got chipped out—and I stayed for the rest of the show.”

It began as a joke, but it became and classical Suicidal art – stamped in a whole lot of tshirts and  stickers. The original art were valued recently for between $5.000 and $10.000, and it’s an inspiration for new releases until this day.

Recently, Lance Mountain has entered into two partnerships to recover this work. The first, with the clothing brand Heel Bruise, producing a tshirt. The other with the skateboard brand Anti-Hero, putting in the park decks honouring famous skateboarders.

Bonus

Dudu Munhoz has already written about the relations between ST and skate in this great post “Cinco roles do ST pelos caminhos do skate” (only available in Portuguese).

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Cyco Tattoos – 6

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Inspiração Cyco

Dois integrantes de duas das mais pesadas e conhecidas bandas do Brasil prestando sua reverência ao ST: Igor Cavalera, baterista do Sepultura (eu sei que ele já deixou a banda, mas sabe como é); e Jão, guitarrista do Ratos de Porão.

Igor mais uma vez, à direita, agora de bandana ST

Igor, à direita, envergando a bandana do ST

Igor, à esquerda, atacando de DJ com o seu novo projeto MixHell

Igor mais uma vez, agora à esquerda, atacando de DJ com o seu novo projeto MixHell

Jão, à direita, com camisa do Suicidal no México

Jão, à direita, com camisa do Suicidal no México

Há uma curiosidade importante no caso do Jão. Ouvindo o Still Cyco After All These Years (disco em que o ST regravou o seu primeiro álbum, de 1983, dez anos depois), o guitarrista entrou na pilha de fazer o mesmo com o RDP em relação ao Crucificados pelo Sistema.

Vejam só, em trecho retirado do site oficial do grupo…

“Eu ouvi a regravação que o Suicidal Tendencies fez do primeiro disco e achei a idéia bem legal. O lance de fazer uma releitura do primeiro trabalho iria ser muito bom para nós”, fala Jão. “Começou meio que de brincadeira mesmo. Sempre tocamos as músicas antigas nos shows e a galera gosta muito, por isso, seria legal dar uma nova interpretação daquele primeiro trabalho. O Sistemados Pelo Crucifa mistura aquele típico crust sueco-finlandês com o hardcore porrada norte-americano e o punk rock tradicional. Foi assim que Agressão, Repressão e FMI ficaram com uma levada mais cadenciada. O Jello (Biafra) foi quem mais se empolgou, pois o Crucificados é um dos discos favoritos dele até hoje”, completa Boka, que entrega uma faixa escondida do CD: “É uma versão para Guerra Civil Canibal com outra letra.”

Regravação concluída em 2000 que, assim como a dos Cycos, é recomendadíssima!

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Quem quiser baixar, é só ir por aqui: Rapidshare e Megaupload

Mais opções de download: Sharebee e 4Shared.

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Members of the two heaviest and famous bands in Brazil, honoring ST: Igor Cavalera, drummer of Sepultura (actually, ex-member); and Jão, guitarist of Ratos de Porão.

There is an interesting fact about RDP. Listening to the Still Cyco After All These Years (the re-recorded ST first album, ten years later), the guitarist has thought about doing the same with Crucificados pelo Sistema.

An excerpt from the RDP official website: “I heard the rewriting of Suicidal Tendencies and was a pretty cool idea. Revisit our first job would be great for us,” says Jão.

Job completed in 2000, and like the Still Cyco, highly recommended!

OBS:  essa é uma tradução que visa somente tentar facilitar as coisas para os camaradas estrangeiros. Se você encontrou algum problema, um erro bizarro, por favor me avise!

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Clássico no papel

Não lembro mais onde encontrei esse desenho de I Saw Your Mommy. Uma pena, pois o responsável mandou muito bem. Em pouco espaço, “roteirizou” esse que é um dos grandes clássicos do ST, incluindo uma série de elementos do universo Cyco. Tudo isso num traço muito legal.

Pra começar, lá no canto esquerdo superior, tem ali a imagem da capa do primeiro álbum, com os quatro integrantes pendurados de ponta cabeça no globo em Playa del Rey. Uma latinha de Pepsi também dá o ar da graça.

Outro ponto a se lamentar é o tamanho pequeno da imagem, o que impede uma melhor conferência dos detalhes. Vale um pôster. Se alguém encontrar o artista, me avise, ou se ele pintar por aqui, que se manifeste.

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I don’t remember where I found this I Saw Your Mommy drawing. Unfortunately, because is a great job. In a short space, the author “scripted” the classics of ST, including a number of elements of the Cyco universe.

In the upper left corner, appears the cover image of the first album, with the four members hanging upside down on the globe in Playa del Rey. A can of Pepsi, a V13 hat and, of course, the dead mommy…

Another point to be regretted is the small size, which prevents a better details conference. This drawing deserves a poster. If someone find the artist, please tell me…

OBS:  essa é uma tradução que visa somente tentar facilitar as coisas para os camaradas estrangeiros. Se você encontrou algum problema, um erro bizarro, por favor me avise!

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Breaking News

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Três meses depois, ele respondeu o meu email. Mas isso agora pouco importa. O que interessa mesmo é que Rocky George aceitou a entrevista…

After three months, Rocky answered my email. But now it doesn’t matter. What matters is that he accepted the interview…

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