Qual seu disco preferido?

Seguindo a proposta do Dude, abro aqui o espaço para a rapaziada que frequenta o blog mandar qual seu disco do Suicidal preferido. O Marcelo Gomez já escolheu o “How Will” nos comentários do post anterior e já está intimado para desenvolver a opção.

O meu predileto é mesmo o álbum de estreia dos Cycos. Não foi o primeiro que ouvi deles, nem o que eu mais gostei durante um bom tempo. É uma predileção um tanto quanto recente — não consigo precisar exatamente desde quando. O que eu posso dizer é que, como todo bom disco, a cada audição ele só melhora!

Outra certeza é sobre a minha música preferida: “Subliminal”. De um tempo para cá, “Suicidal Failure” aproximou-se do topo. Logo em seguida, vem “Institutionalized” e, depois do show no Rio de Janeiro, “I Want More” alcançou o quarto lugar.

Da qualidade e relevância não preciso nem falar — e nem sou muito bom nisso.

Prossigo então para a minha relação “material” com a obra. Lembro que comprei em uma loja de CD’s do Shopping Mueller, aqui em Curitiba. À época, pré-internet, era dificílimo encontrar. Sem contar que, possivelmente, eu mal sabia da existência desse álbum. Assim sendo, logo que vi, bateu o desespero.

Juntei uma grana considerável (CD importado era um absurdo) e arrematei. Pois quis o destino que, no mesmo dia, eu passasse por um aperto por conta dele. Um amigo que acompanhou a empreitada aproveitou-se de um descuido meu e surrupiou o CD no retorno para casa. Naturalmente, sem que eu notasse.

A partir daí, fui atormentado por dois sentimentos. O primeiro, e óbvio, de raiva por ter perdido o tão desejado disco. E o segundo, vergonha de perguntar para o camarada sobre o ocorrido. Afinal, o mínimo que eu iria ouvir era “porra, mas é um idiota mesmo, acabou de comprar e já perdeu”.

Resumindo, não demorou muito e o desgraçado acabou com o meu sofrimento, provocando em mim um alívio transcedental e, claro, disposição para lhe aplicar um corretivo físico.

Muitíssimo tempo depois, desfrutei de novo momento de realização com a estréia do Suicidal. Comprei pela internet a sensacional reedição em vinil, lançada por ocasião dos 25 anos do trabalho. Bolachão lindo que dá vontade de pôr a ferinha pra dormir com cobertinha e travesseirinho.

Por fim, na onda de fã incondicional, adquiri uma versão européia do CD, com uma capa levemente diferente e algumas faixas adicionais (do “Join the Army”).

É isso aí, agora é com vocês!

28 Comentários

Arquivado em ST for Life

28 Respostas para “Qual seu disco preferido?

  1. Comprei esse bolachão de 25 anos tb, muito bem acabado e com um monte de lembranças que o vinil trás🙂

    • é possível comprar essa edição em vinil aqui no Brasil?

      • André Pugliesi

        Batista…. não sei de uma loja no Brasil que vende esse vinil. Mas você pode comprar pela Amazon, precisa apenas ter um cartão de crédito internacional. Não vai gastar mais do que 50 reais (com o frete).

  2. O meu favorito dos Cycos é o primeirão mesmo é mais direto e cru, quando eu vi pela primeira vez o clipe da Institutionalized mudou minha vida. É um disco que causou impacto em muita gente, sem contar que o vocal do Mike é muito agressivo. é o meu favorito heheh mas também gosto muito dos discos posteriores até o light…

  3. Damian

    Es How Will I Laugh my favorito y lo ha sido por casi 20 anyos. 🙂

  4. Fico com o primeiro.
    Foi o primeiro que ouvi… isso em 1987.
    Parece que a historia é assim: o skatista e fundador da Maha, Marco Imaguirre aka Maguila tinha uma gravação ou tinha o disco debutante do Suicidal. Primo Renato (Renato Puppi Munhoz) conseguiu uma gravação numa fita cassete. Primo Guilherme (irmão do Renato) copiou secretamente essa gravação pra mim.
    Com 13 anos de idade é lógico que essas músicas me marcaram profundamente. É um disco original, com um som único. Um disco rápido com um vocal excelente.

    Depois consegui o Join The Army (possessed to skate e two wrongs don´t make a right passaram a listar entre as favoritas de todos os tempos).

    Uma gravação ultra tosca da coletanea Welcome To Venice mostrava que ST era o carro chefe da turma cyco.

    Depois comprei o vinil do How Will I Laugh Tomorrow. Comprei meses depois do lançamento. Era mais metal e mesmo assim continuava gostando da banda. Nesse disco pude conhecer mais a banda no quesito visual e temática das letras. Tenho um carinho especial por este álbum.

    Controlled By Hatred foi lançado no Brasil !!! Que bom…

    Lights Camera é demais! Um dos melhores. É um dos poucos discos da minha coleção que tenho nos 3 formatos (vinil, cassete e cd).

    Com o lançamento do video (vhs adquirido por Mauricio Gaudencio) finalmente degustamos ST com som e imagem.

    Art of Rebellion chocou. Primeiro negativamente e depois foi me conquistando devagarinho. Um dos discos que mais ouvi da banda… Muito bom.

    Still Cyco After All This Years foi arrematado por Primo Renato na extinta loja Temptation da Vila Isabel (em cima daonde hoje é o Era Só o que Faltava). Só a foto do stage dive daquele chicano já vale o disco. O instrumental é colossal e o vocal (mesmo com toda malandragem e firula cyco miko) continuava interessante. Alguns amigos paulistanos diziam que o vocal do Muir estragou o disco… eu não concordava.

    A primeira metade do Suicidal For Life me pegou de jeito. E algumas semanas depois vi o show (em S.P.) da turnê deste disco. Outro disco que tenho muito carinho.

    O que veio depois não marcou muito. Mas sempre corro atrás das novidades cyco…

    Portanto meu disco favorito do Suicidal Tendencies é o disco auto intitulado do ano de um nove oito três.
    Abraço a todos, Dudu.

  5. ah! e seguindo o que o mestre Pugliesi falou sobre a relação “material” com a obra, digo que não tenho o primeiro disco do suicidáu tendenssiês… infelizmente. Possuo apenas uma gravação em um lado A de uma sony HF60. Tinha outra gravação em um cdr (“deu pau”, travou o magazaine do veículo e tive que jogar fora). Quem quiser me dar uma cópia em cdr ou até mesmo um Lp originale fique alavonte.

  6. Antonio Novato

    Vale falar Prime Cuts? heheeh
    O legal de ST, é que os cycos lembram cada passo dado com a banda. Eu, assim como o dudu e como outros consigo lembrar a história de cada um…

    Para mim, o preferido é Controled by Hatred. Sim, foi o primeiro (não contem para ninguém, mas eu surrupiei o cassete de uma loja, quando eu tinha uns 13 anos); Meu primo tinha uma camisa do ST (smiley com o tiro na testa) e eu tinha que ouvir aquela parada.

    Cada música faz parte de minha vida… choosing my own way of life é uma e a outra just another love song… o que me fez pirar na I won’t fall in love today (olha o 1º play aí)…

    Controled é um que eu tenho em cd, vinil e cassete por isso… Feel like shit… deja vu!, Waking the dead… caraca, vou ouvir agora!

    SxTx

  7. Os primeiros que tive acesso foram controled by hatred e uma cópia de fita cassete de join the army. Depois de um longo período, comprei tudo deles todos importados. Tive alguns vinis, mas com a onda de cd, vendi e comprei tudo em cd.

  8. Curto bastante todos os CDs até o Suicidal for Life.
    Até essa fase o que eu mais gosto é o Still Cyco After All These Years (a regravação eu achei muito mais foda e um som mais impactante), Suicidal for Life e Lights, Camera, REVOLUTION!

    Minha música favorita é You Can’t Bring Me Down e Give it Revolution.

    Controled by Hatred eu prefiro versão No mercy.

    []Zz

  9. Curto muito “Lost Again”, “Trip at the Brain”…

  10. Quais músicas vem nessa edição européia do Join the army?

  11. george

    páá
    é foda dizer…
    mas acho que um do maissss fodas pra mim é o lights camera revolution!!

  12. vitor

    Controlled By Hatred, eu acho… mas é foda escolher AHHAHA no controlled tem em quase todas as musicas riffs humilhantes hahaha mas mesmo assim, suicidal failure é, pra mim, uma das top 3 musicas do suicidal

  13. Marcelo Gomez

    Concordo com vc batista!

  14. Folloni

    Fiquei surpreso que ninguém tem como disco preferido o mesmo que o meu.

    O meu preferido é o JOIN THE ARMY.

    JOIN THE ARMY foi também o primeiro disco do SUICIDAL que eu escutei. O vinil ficava em exposição na antiga loja de discos Megaphone, no Shopping Omar. Na época, era comum que algumas lojas – como, além da Megaphone, a Música Viva na Galeria Julio Moreira e a JukeBox, na Rua 13 de Maio – colocassem vinis raros em exposição e vendessem gravações em fitas cassete. Antes do SoulSeek, comprava-se fita gravada, porque era impossível conseguir o som em qualq

  15. Folloni

    Fiquei surpreso que ninguém tem como disco preferido o mesmo que o meu.

    O meu preferido é o JOIN THE ARMY.

    JOIN THE ARMY foi também o primeiro disco do SUICIDAL que eu escutei, em 1988, então com 13 anos de idade. Na época eu dividia meu tempo entre a sétima série do Santa Maria, o quarto com o 3 em 1 ligado no máximo, e a pista de skate do Jardim Ambiental – onde via embasbacado o Caballero, o Maguila, o Franco e o Pepeu tirando faísca do concreto, enquanto o Trajano e o Kosaque faziam o street na igreja em construção.

    O vinil ficava em exposição na antiga loja de discos Megaphone, no Shopping Omar. Na época, era comum que algumas lojas – como, além da Megaphone, a Música Viva na Galeria Julio Moreira e a JukeBox, na Rua 13 de Maio – colocassem vinis raros em exposição e vendessem gravações em fitas cassete. Antes da internet, comprava-se fita gravada, porque era impossível conseguir o som em qualquer outro lugar. Às vezes, os amigos faziam uma vaquinha e quem desse mais dinheiro no rachid pegava a fita “original”, direto da loja, e os outros gravavam dele.

    Bom, eu juntei a grana e comprei sozinho a fita do JOIN THE ARMY. Trata-se de uma peça de museu que guardo até hoje: uma Sony EF/60, aquela azul e cinza, com o nome das músicas escrito a lápis pelo cara da loja. Pena que não tem etiqueta: fico muito curioso de saber quantos cruzados eu paguei por ela.

    O disco começa com uma guitarra matadora do recém-suicidal ROCKY GEORGE, na qual cola um baixo escabroso do LOUICHE MAYORGA, o melhor baixista do SxTx até hoje, na fantástica música de abertura SUICIDAL MANIAC. Tema que é seguido pela espetacular JOIN THE ARMY, com outro riff absurdo e uma letra que fazia minha cabeça adolescente. YOU GOT I WANT, terceira música, revela a bateria marcante do também recém admitido R. J. HERRERA, o chicano das baquetas. E assim vai…

    Comparado ao primeiro álbum, a evolução no som da banda é impressionante. Sobraram só MIKE MUIR e LOUICHE MAYORGA do disco anterior; ainda não tinha o MIKE CLARK. O vocal do MIKE MUIR nesse disco é melhor do que em qualquer outro. A produção é excepcional, lembrando que estávamos em 1987.

    “Chicano” pra mim é o nome do som do JOIN THE ARMY. É o ponto mais alto da carreira do SUICIDAL. Depois mantiveram esse ápice nos discos seguintes, HOW WILL I LAUGH TOMORROW…, e CONTROLLED BY HATRED. LIGHTS CAMERA REVOLUTION já começa, ainda que apenas ligeiramente, a curva de declínio. Embora seja um disco excelente e um dos que eu mais escuto, seria difícil mesmo manter o nível dos anteriores. Claro que YOU CAN’T BRING ME DOWN é uma das melhores músicas de todos os tempos, mas alguma coisa já se havia perdido.

    Todas as músicas do JOIN THE ARMY são clássicos absolutos do som californiano. Comentar uma por uma seria um prazer pra mim, mas um desprazer para o servidor do Pugliesi e para os amigos que, curiosos, teriam que ler até o final.

    Desde o lançamento dessa enquete, levei o cd pro carro e só escutei JOIN THE ARMY, uma vez atrás da outra – quando sozinho, obviamente, porque I FEEL YOUR PAIN AND I SURVIVE faria minha namorada se recusar a entrar no carro tão cedo novamente.

    Enfim, JOIN THE ARMY é o disco. Fecho esse manifesto jointhearmiano com um trecho do “refrão” – se é que essa música tem refrão! – de NO NAME NO WORDS:

    “No titles can classify me
    I’m a person with feelings
    A number I refuse to reveal”.

    Folloni

    • André Pugliesi

      Folloni, fique sempre a la vontê para comentar como quiser, inclusive para mandar um texto para ser publicado. Como sempre digo, o blog é nosso. Valeu mesmo pelo belíssimo relato.

    • Antonio Novato

      hehehe SxTx é f…
      Folloni, estou ouvindo agora Join the Army em homenagem ao seu post!
      Impossível escolher um disco só como o melhor.
      abraço!

  16. Folloni

    Desculpem pela versão-borrão anterior. Vale a segunda.
    E agora percebi que consegui elogiar JOIN THE ARMY sem falar em POSSESSED TO SKATE e WAR INSIDE MY HEAD. Some-se essas duas e aí não tem pra ninguém.

  17. Folloni: belo comentario…
    Se não estou enganado, o favorito do Piupa tbém era o Join The Army.
    Estou certo?

  18. Marcos

    Primeiro Suicidal que escutei foi o Join the Army , acho que foi em 1988 …fui atras na galeria quando estava comecando a escutar punk/hardcore …isso porque via o pessoal do Anthrax com bones no encarte do disco do SOD …Dificil escolher mas de todos que tenho e em vinil ( ate o lights camera….) que mais escutei foi o How Will I laugh Tomorrow e que mais gosto e o Lights Camera Revolution …
    Lembro que comprei o vinil gringo na Galeria assim que chegou …
    acho que depois do Suicidal for Life perdeu a graca…ainda acompanho mas sem muito entusiasmo …

  19. Damian

    “No titles can classify me
    I’m a person with feelings
    A number I refuse to reveal”.

    Folloni

    Coreccion:

    No title can classify me
    A person with feelings
    A number I refuse to be.

  20. Folloni

    “To be”: that’s correct. Thanks for correction.

  21. Folloni

    Dudu, não sei dizer isso.
    Lembro que uma das únicas pessoas que gostou do Art of Rebellion logo de cara e com quem eu pude então trocar ideia a respeito foi o Piupa. A maioria da galera torceu o nariz e, desse povo, a maioria depois deu o braço a torcer.

  22. Folloni

    Estava relendo isso pra matar a saudade. Lembrei de mais dois das antigas: o Catarina, que andava bem já naquela época, e o Piolho, que era tipo um mascote da turma, andando de kichute (!!!) nos skates emprestados dos mais velhos.

  23. Rodrigo

    o meu preferido é o Suicidal Tendencies, principalmente pela letra de Suicidal Failure, também pela letra e os riffs de Subliminal, e também pelo final de suicide´s an alternative, o vocal em I Want More e Institutionalized, e um leve crossover/hardcore em Two Sided Politics e Memories of Tommorrow.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s