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Bluesy!

Não se trata da discussão sobre o melhor solo de guitarra da história do Suicidal. Mas, sim, daquele que é, na minha opinião, o mais rock and roll de todos os registrados em discos da banda.

A partir dos 3 minutos e 42 segundos dá pra entrar na onda…

A música de uma forma geral é sensacional, um clássico da esculhambação juvenil aditivado por uma boa dose de humor negro. Nada mais adequado para o disco de estreia de uma conjunto batizado Suicidal Tendencies.

Mas voltemos ao solo escrito e executado pelo excelente Grant Estes. Gosto especialmente do trecho que se desenvolve a partir dos 3 minutos e 56 segundos.

Mayorga e Estes nos velhos tempos do ST, início dos anos 80.

Não tenho conhecimento técnico de guitarra. Mas, talvez, nem seja preciso, pois o que impressiona mesmo é o feeling da parada. De qualquer forma, a rapaziada que manja pode (e deve) dar o veredito nos comentários. Pedi um pitaco pro Louichi Mayorga e ele mandou o que segue…

“One of my favorites too, the lead should of went one extra measure, like 5 seconds. But,  yeah! Grant likes it too! Bluesy!”.

Bluesy… taí, talvez seja a melhor definição.

Curiosamente, Estes acabou sucumbindo ao hair metal de Los Angeles após deixar os Cycos, já batendo na porta dos anos 90. E numa banda chamada Hostage, deitou o virtuosismo na guita. A Flying V empunhada por ele na foto acima já sugeria uma caminhada desse tipo.

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ST Tour – Streets of Venice

Inicio a mini-tour ST pela casa que hospedava a Streets of Venice, skate shop gerenciada por Mike Muir. O endereço na Lincoln Boulevard foi nossa última parada no passeio guiado por Louichi Mayorga.

No imóvel de dois andares onde hoje está hospedada uma enigmática House of Tarot, o Suicidal gravou o clipe de How Will I Laugh Tomorrow, apresentando, entre outras coisas, um Muir revoltado arrancando posters fantásticos do grupo da parede e Bob Heathcote dedilhando o baixo no banheiro. Como destaque, o vocalista e Rocky George finalizando a música em cima do telhado, iluminados pelo pôr do sol da California.

Revendo a peça, pude constatar que o cenário mudou muito se comparado ao verificado lá no final da década de 90. Natural, em se tratando de uma região cada vez mais em expansão como Venice. A antiga morada do presidente-cyco também sofreu diversas alterações. A mais significativa é a adição dos toldos.

Pesquisei, mas não consegui desvendar qual a relação da Streets of Venice com a Dogtown Skates, marca do Z-Boy Jim Muir, irmão de Mike. Imagino que a proximidade tenha sido total, por motivos óbvios.

O que sei é que a loja renasceu, pelo menos em seu nome (veja o site). Hoje se encontra em Culver City, sob o comando de Daniel Clements, ex-vocalista do Excel, formação clássica de Venice. O novo gerente também participou da reedição do velho ST, ao lado de Mayorga, Grant Estes e Amery Smith, sob o nome de AgainST.

Mais detalhes da velha skate shop e residência oficial do Muir, abaixo publico o clipe de How Will I Laugh Tomorrow.

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Institucionalizado

Às vezes eu tento fazer as coisas, e nada funciona do jeito que eu imaginava. Eu fico frustrado. Eu tento muito, gasto meu tempo, mas não dá certo o que eu queria. Eu me concentro muito, mas não tem jeito. E tudo que eu faço, tudo que eu tento, nunca dá certo. Eu preciso de tempo para pensar.

Tem sempre alguém me dizendo… “Mike, a gente soube que você tem passado por vários problemas ultimamente, sabe. Talvez você devesse sair, falar sobre isso, você se sentiria bem melhor”.

Eu digo: “Não, está tudo beleza. Eu resolvo. Só me deixe sozinho. Eu me viro”.

E eles dizem: “Bem, se você quiser falar sobre isso, eu estarei aqui, sabe. E você, provavelmente, se sentirá bem melhor se falar sobre tudo isso. Então, por que você não fala sobre isso?”.

Eu falo: “Não! Eu não quero! Estou bem! Eu resolvo sozinho”.

Mas eles continuam me aborrecendo. Continuam me enchendo. E isso me deixa furioso!

Então você vai ser institucionalizado
Você virá com o seu cérebro lavado e com os olhos vermelhos

Você não terá nada a dizer
Eles irão lavar seu cérebro até que você aja do mesmo modo que eles

Eu não estou louco (Instituição!)
Você é que está louco (Instituição!)
Você está me deixando louco (Instituição!)

Eles me prendem numa instituição
Dizem que é a única solução
Para me dar a ajuda profissional necessária
Para me proteger do inimigo: eu mesmo

Eu estava no meu quarto, e estava olhando para a parede pensando em tudo, mas então, novamente, eu não estava pensando em nada. E então minha mãe chegou, e eu não sabia que ela estava lá. Ela chamou meu nome mas eu não a ouvi
Então ela começou a gritar: “Mike! Mike!”
E eu digo: “O quê? Qual o problema?”
Ela diz: “Qual o problema com você!?”
Eu digo: “Não há nada errado, mãe”
Ela diz: “Não me diga isso! Você está drogado!”
Eu digo: “Não, mãe. Eu não estou drogado. Eu estou bem. Só estou pensando. Por que você não me traz uma Pepsi?
Ela diz: “Não! Você está drogado!”
Eu digo: “Mãe! Eu estou bem. Só estou pensando”
Ela diz: “Não! Você não está pensando, você está drogado. Gente normal não age assim”
Eu digo: “Mãe, só me traz uma Pepsi, por favor. Tudo que eu quero é uma Pepsi”
E ela não queria me dar!
Tudo que eu queria era uma Pepsi!
Só uma Pepsi!
E ela não me dava!
Só uma Pepsi!

Eles te dão uma camisa branca com mangas longas
Enlaçadas nas suas costas, te tratam como ladrões
Te drogam porquê são preguiçosos
Dá muito trabalho ajudar um louco

Eu não estou louco (Instituição!)
Você é que está louco (Instituição!)
Você está me deixando louco (Instituição!)

Eles me prendem numa instituição
Dizem que é a única solução
Para me dar a ajuda profissional necessária
Para me proteger do inimigo: eu mesmo

Eu estava sentado no meu quarto e minha mãe e meu pai chegaram. Então eles puxam uma cadeira e se sentam.
Eles dizem: “Mike, precisamos falar com você”
E eu digo: “OK. Qual o problema?”
Eles dizem: “Eu e sua mãe temos ouvido falar que você tem passado por vários problemas. E você tem desaparecido sem razão alguma. E nós estamos com medo de que você vá machucar alguém. Estamos com medo de que você se machuque. Então nós decidimos que seria de seu interesse se colocássemos você em algum lugar onde você possa conseguir a ajuda que precisa”
E eu digo: “Espere! Do que vocês estão falando? “NÓS decidimos”? “MEU interesse”? Como vocês podem saber qual é o meu interesse? Como vocês podem dizer qual é o meu interesse? E o que vocês estão tentando dizer? EU estou louco? Quando eu fui para as SUAS escolas, eu fui para as SUAS igrejas, eu fui para os SEUS institutos de facilitação de aprendizado! Então como vocês podem dizer que eu estou louco?”

Eles dizem que vão consertar meu cérebro
Aliviar meu sofrimento e minha dor
Mas enquanto eles consertam minha cabeça
Mentalmente, eu estarei morto

Eu não estou louco (Instituição!)
Você é que está louco (Instituição!)
Você está me deixando louco (Instituição!)

Eles me prendem numa instituição
Dizem que é a única solução
Para me dar a ajuda profissional necessária
Para me proteger do inimigo: eu mesmo

Não importa. De qualquer forma, eu, com certeza serei atropelado por um carro…

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Lights, Camera… ST! – 9

A imagem do video abaixo é péssima, assim como o som. Porém, vale pelo registro histórico. O ST tocando Subliminal (uma das minhas top 5), em seus primeiros anos de vida.

Serve também como curiosidade. Pois, na apresentação, o Suicidal contou com dois guitarristas — bem antes da entrada de Mike Clark, em 1989, quando a banda tornou-se, definitivamente, um quinteto.

Não vou fazer a sacanagem de perguntar quem é o 5º elemento, pois mal dá para enxergá-lo. Mas fui pesquisar e descobri que trata-se de Rick Battson. Os demais integraram a formação que gravou o primeiro álbum: Muir, Estes, Mayorga e Smith.

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Um desejo para 2010

* with english version below

Uma turnê mundial celebrativa do Suicidal.

Na primeira parte do show, Mike Muir, Louichi Mayorga, Grant Estes e Amery Smith tocariam as 12 músicas do álbum de estreia — certamente, seriam 30 minutos inesquecíveis.

ST do primeiro álbum novamente junto: Mayorga, Estes, Smith e Muir.

No fundo do palco, um painel gigante pintado pelo Ric Clayton, responsável pelos desenhos de várias das camisas que ilustram a capa do disco de 83, além de flyers de shows.

No segundo ato, Muir permanece, agora acompanhado por Rocky George, Mike Clark, Robert Trujillo e Ralph Herrera. Formação clássica para executar os grandes hinos dos discos posteriores.

ST clássico: Trujillo, Clark, George, Muir e Herrera.

Para fechar, claro, Pleadge Your Allegiance com as duas versões do grupo juntas… ST! ST! ST!

****************ENGLISH VERSION****************

My desire for the new year.

A celebration ST world tour.

On the first parte of the show, Mike Muir, Louichi Mayorga, Grant estes and Amery Smith would play the 12 songs of their debut album – it would be 30 minutes to remember.

Back of the stage, a giant panel painted by Ric Clayton, who is the artist behind the design on several tshirts that ilustrate the cover of the 83 album, beside flyers of old concerts.

By the 2nd act, Muir stays on the stage, now with Rocky George, Mike Clark, Robert Trujillo and Ralph Herrera – the classic lineup that would play the great anthems from the other records. For the closing up, of course, Pleadge Your Allegiance with the both Cyco versions together.

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Mais ST na história…

Seguindo a indicação do Fabian (reforçada pelo Lucas), fui conferir o documentário Get Trashed – A História do Trash Metal, de 2006. E eles têm razão. Ao contrário do que rolou em Botinada (justamente) e American Hardcore (injustamente), o Suicidal recebe o tratamento merecido.

Há um capítulo só para a banda no documentário. Com uma série de depoimentos e muitos elogios, de caras como o baterista do Anthrax  Charlie Benante, o ex-baixista do Megadeth David Ellefson e o vocalista do Hatebreed Jamey Jasta.

Tudo por conta da inestimável (na opinião deles e na minha) contribuição do ST ao trash, mais propriamente, ao crossover, junção do metal com o hardcore. E aí, grande parte dos méritos são concedidos ao Rocky George no filme.

Com toda a justiça. Mas faltou lembrar a influência de Ralph Herrera, com a sua batera com dois bumbos, e Mike Clark, riffeiro de mão cheia na guitarra base.

Quanto ao Suicidal, outro pecado do documentário, como alertou o Fabian, foi a ausência de testemunhais por parte de ex ou atuais integrantes da banda. Os caras conseguiram falar até com os marrentos Dave Mustaine (Megadeth) e Lars Ulrich (Metallica)! Imperdoável!

Pra fechar, publico uma foto absolutamente espetacular mostrada no filme que eu nunca tinha visto. Pra variar, obra do Glen Friedman, jornalista que registrou magistralmente todo o início da banda. Smith, Muir, Mayorga e Estes largados em um supermercado…

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Cycos na escola…

Três molecotes, como todos os outros, em tempos de colégio. Nada do visual  agressivo, típico das ruas, que viraria referência mais tarde. De rock mesmo, só o cabelo comprido.

Mike Muir com uma juba, digamos, bem diferenciada. Grant Estes, mais ou menos no jeitão dos tempos de banda. E destaque absoluto, claro, para o Ralp Herrera, um cover mal-acabado do policial Frank Poncherello, do seriado clássico Chips.

Dessa mesma turma, de alguma escola da California, provavelmente em Santa Monica, ainda fazia parte o ator Emilio Esteves, filho mais velho do ator Martin Sheen e irmão de Charlie Sheen. Falando nele, algum tempo depois do convívio em sala de aula, Esteves reencontraria o Suicidal. Ele foi o protagonista do filme Repo Man, que contém Institutionalized na trilha sonora, entre outras pérolas da pauleiragem oitentista.

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Ralph Herrera

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