Arquivo da tag: Jay Adams

Adams e ST, mais uma vez…

Bem depois do prometido, aqui estou — sim, o blog ainda vive! E retorno satisfeito com a manutenção do ritmo de visitações, mesmo sem conteúdo novo. Qual o significado disso? Não sei.

Para retomar a rotina, um personagem tão citado quanto os Cycos por aqui: Jay Adams. Já cansei de repetir que temos alguns bons posts tratando da conexão. É só chegar na pesquisa.

Desta vez, a lenda do skate aparece ostentando uma tatuagem sinistra do Suicidal, nunca antes vista na história (pelo menos por mim). Mais uma prova do apreço dele pela banda. E, também, por desenhos toscos. Vocês estão ligados que Adams tem um LA na face, correto?

Essa do ST tem a maior pinta de ter sido marcada no período ocioso em que Adams ficou trancado, preso por uma bronca com narcóticos. Mas, beleza, vale assim mesmo…

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Jay Boy em Venice

Video com a lenda do skate Jay Adams tratando de Venice, o lar dos Cycos. A mini-entrevista é um oferecimento da Venice Originals, loja a uma quadra do boardwalk e do clássico letreiro que é ponto turístico obrigatório para os fãs do ST.

Estive lá em setembro passado e não sei porque não pintou ainda um post sobre o tema aqui no blog. Logo rola.

E sempre que o Z-Boy aparece por aqui, não custa lembrar o quanto já falamos dele. Quer saber? Experimente detonar Jay Adams no sistema de busca na coluna do lado direito.

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Juntos novamente

Já falamos muito por aqui sobre a relação entre o Suicidal e o skate. Também discorremos sobre a camaradagem entre a banda e Jay Adams, o mais genial e controvertido representante do esporte.

Eis que me deparo com o velho z-boy, mais de 30 anos depois, ao lado dos Cycos novamente…

 

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Parceria da escola para o cinema

A ligação já rolava desde 1980, convivendo diariamente na Santa Monica High School. Quatro anos depois, ganhou as telas do cinema em Repo Man. Emilio Esteves, como o protagonista do filme, e Mike Muir, autor de Institutionalized, música incluída na trilha sonora.

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Muir e Esteves: cabeleiras invocadas em tempos de SM High School

À época, o reencontro entre os ex-colegas de bancos escolares passou praticamente batido. Repo Man e a sua bizarra  história sobre ETs e recuperadores de carros não fez sucesso. Por sua vez, o Suicidal não precisava mais de ajuda para chacolhar a cena punk californiana — o estrago já havia sido feito um ano antes.

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O cartaz do filme

O tempo passou e acabou por reordenar as coisas. Mais de 20 anos depois, o  filme tornou-se duplamente “cult”. Para os apreciadores de uma boa peça, digamos, alternativa, e para os fãs do ST, curiosos sobre a relação da banda com a obra do diretor e roteirista Alex Cox.

Sobre Repo Man, há críticas espalhadas pela internet certamente bem melhores do que eu sou capaz de mandar. Quanto ao ST, embora a participação não vá muito além do clássico Institutionalized como terceira faixa da trilha (que ainda tem Iggy Pop, Circle Jerks, Black Flag etc), é possível destacar alguns pontos interessantes.

A começar pelo brinco “argola-cruz” ostentado por Esteves, protagonista na pele de Otto Maddox. Algumas vezes já vi o mesmo modelo pregado em uma das orelhas do Muir. Quem diria que, de acessório tosco nos anos 80, o apetrecho ficaria na sequência marcado pelo glamour baitola de George Michael.

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Esteves e o brinco ex-punk argola-cruz

Há ainda outra lembrança dos Cycos, esta muito mais significativa. Moleque punk das quebradas de Los Angeles, logo no início Otto Maddox surge ostentanto uma legítima suicidal-shirt.

Camisa branca “de trabalho” detonada pela figura de uma caveira nas costas, como aquelas pintadas à mão por Ric Clayton, principalmente, e Jay Adams, panos eternizados pelos Suicidal Dudes  (ou Suicidal Boyz, Suicidalz, como queiram) na sensacional capa do primeiro disco do ST.

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Além disso, resta apenas a cena em que Institutionalized invade as caixas de som. Também no começo, a música aparece com punks pogando em um beco qualquer e segue enquanto Maddox toma “uma volta” de um camarada.

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Vacilou com a morena, ficou na mão

BÔNUS

Quem quiser baixar o filme, dá pra se empenhar no RapidShare em quatro partes em versão que parece que é dublada (1 2 3 4) ou AQUI. Mais jogo é recorrer aos torrents.

— Trilha sonora para baixar (cortesia do amigo do blog, Jansen Baracho). Altamente recomendada.

— No Brasil, Repo Man recebeu o estapafúrdio subtítulo “A Onda Punk”. Tudo bem, a trilha é punk e há punks no filme, mas…

— Grant Estes e Ralph Herrera, outros dois (ex) integrantes do Suicidal, também estudaram na Santa Monica High School em 1980.

Repo Man é o nome de uma música do Iggy Pop.

— O diretor Alex Cox era mesmo fascinado pelo movimento punk. Dois anos depois ele filmou Sid & Nancy.

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Cinco rolês do ST pelos caminhos do Skate Rock

É com muita satisfação que anuncio a primeira colaboração para o blog. Do amigo Dudu Munhoz, grande fã de ST, ex-baterista da banda curitibana Pinheads (confira aqui o blog com a história do grupo) e, principalmente, um cara que manja muito de rock. Saquem só…

Rolê 1
Jim Muir foi o coração e a raiz do skate em Dogtown. Enquanto os Z-Boys competiam, Muir ficava atrás da cena, confeccionando shapes para os seus colegas. Feitos a mão, as tábuas de Muir eram as melhores, mais leves e resistentes.

Mike e o irmão Jim, parceria skate e música em foto clássica de Glen Friedman

Mike e o irmão Jim, parceria skate e música em foto clássica de Glen Friedman

Em 1976, ele começou a vender seus shapes sob o nome de Dogtown Skateboarding, colocando a marca no mercado. Seu irmão (seis anos mais novo), Mike Muir, levou o nome Dogtown para o mundo da música, com a banda Suicidal Tendencies.

Rolê 2
Sendo simplista, podemos dizer que Skate Rock é a música feita por skatistas ou para skatistas. Nasceu quando músicos que andavam de skate formaram bandas como Agent Orange, Minor Threat, Suicidal Tendencies, Big Boys e T.S.O.L.. Solidificou-se quando skatistas profissionais bastante conhecidos começaram a tocar música: Tommy Guerrero formou o grupo Free Beer, Steve Caballero o The Faction, Tony Alva o Skoundrelz (que contou com Mike Ball, um dos primeiros guitarristas do ST); e assim pipocaram bandas pelo norte da América como Agression, JFA e McRad.

No começo dos anos 80, o skate não estava mais tão vinculado ao surf como na época dos Z-Boys, já tinha vida própria, tinha um estilo, uma atitude, um tipo de roupa e de música preferida. Skatistas gostavam de punk/hardcore e punk rockers andavam de skate por diversão; esta simbiose estreitava os laços do skate com a música suja e rápida que estava sendo produzida na época.

O baixista Dee Dee, dos Ramones, na onda do Suicidal, em 1984

O baixista Dee Dee, dos Ramones, na onda do Suicidal, em 1984

Mas o gênero musical Skate Rock teve seu batismo oficial em 1983 quando Morizen Foche (vocalista do Drunk Injuns e fotógrafo da revista Thrasher também conhecido como MoFo) resolveu lançar o primeiro volume da Thrasher Skate Rock Tapes.

A Thrasher, fundada em janeiro de 81, já tinha consolidado a imagem rebelde, contestadora e “skate and destroy”. Lançando uma fita cassete por ano, a revista divulgava para seus leitores as bandas que de uma forma ou de outra tinham a ver com o skate.

Rolê 3
O vídeo da música Institutionalized (do primeiro álbum, auto intitulado) mostrava pela primeira vez o skate e hardcore na MTV.  Nele podemos ver o ainda imaturo skatista Natas Kaupas já dando uma pista de que seria um dos mais revolucionários de sua geração. Já na segunda versão de Institutionalized, o skate já apareceu de forma mais modesta.

ST e skate, muita coisa em comum

ST e skate, muita coisa em comum

Rolê 4
Mas foi em 1987, no segundo álbum Join the Army, que o Suicidal falou sobre skate de uma forma mais radical. Possessed to Skate é um emblema do skate rock. O vídeo da música também é clássico: um moleque (Mike Muir) aproveita que seus pais viajaram e convida todos os seus amigos para uma session de skate na piscina da casa.

Steve Caballero no clipe de Possessed to Skate

Steve Caballero no clipe de Possessed to Skate

Fácil de visualizar alguns notórios como Eric Dressen, Steve Caballero (com a camiseta  do Misfits), Tommy Guerrero e novamente Natas Kaupas (o colega de Mike na Santa Monica High School, desta vez vestindo um pitoresco shorts rosa).

Rolê 5
Jay Adams, um dos mais influentes skatistas de todos os tempos, foi um dos “suicidal dudes” originais. Era muito amigo de Mike Muir e foi um dos primeiros skatistas à integrar o bando que seguia o Suicidal Tendencies. Vale ressaltar que apenas o baterista Amery Smith realmente foi um skatista entre todos os integrantes do Suicidal.

O skatista Jay Adams, na época em que apavorava com os Cycos

O skatista Jay Adams, na época em que apavorava com os Cycos. Foto: Jennifer Finch

Em uma recente entrevista Mike Muir disse que ele foi a primeira pessoa a sair na capa da revista Thrasher (maio de 1987) sem ser skatista. Entratanto, não é verdade: Glenn Danzig (junho de 1986) e Chris Doherty (da banda Gang Green, fevereiro de 1986) apareceram nas capas da revista em edições anteriores.

A capa da Trasher com Mike

A capa da Trasher com Mike

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