Arquivo da tag: Join the Army

Registro dois em um

A foto abaixo é de um dia em que vários registros clássicos do ST foram feitos. Temos alguns espalhados pelo blog. Mas, talvez, nenhum tão marcante como o seguinte. Afinal, além da formação Join the Army, com Herrera e George recém-admitidos, acabou captado para a eternidade parte da fachada do Streets of Venice, a skate shop dos irmãos Muir.

No local, além da venda de discos e da sportswear mais invocada do pedaço, foi gravado o igualmente eterno clipe de How Will I Laugh Tomorrow. Bons tempos!

Ah sim, vocês estão ligados que na trip California 2010 eu estive por lá, não? Saca só.

Deixe um comentário

Arquivado em ST for Life

Retorno com Seiff

É chegado o momento. Cerca de 4 meses depois — período em que este blog, que tanta alegria me deu, ficou praticamente abandonado — estou de volta. Ainda temos muito o que descobrir e conversar, afinal, a paixão pelo rock, e mais precisamente, pelo Suicidal, rende posts infinitos.

Assim, vamos tocando em frente. Para este retorno, como de costume, uma pérola cyco garimpada na rede. Trata-se simplesmente do original da arte produzida para o Join the Army, a segunda aparição do ST e disco definitivo para o surgimento do crossover.

Trabalho do sinistro Michael Seiff, artista a quem dedicamos um humilde post no longínquo mês de dezembro de 2009. Quem segura a peça — que assombra a patroa em forma de pôster aqui em casa — é a mulher de Seiff, Jeanie Cahill. A dupla, infelizmente, já passou dessa pra uma outra.

O responsável por lançar a foto na rede é o Dan Clementes, ex-vocalista do Excel. Pintura de valor inestimável!

2 Comentários

Arquivado em ST for Life

Louie e o baixo preto

Depois amarelo-preto, Louie fala do clássico baixo preto, no melhor estilo metaleiro, com o qual gravou Join the Army.

* em inglês.

1 comentário

Arquivado em ST for Life

Flashing Pictures – 34

Voltamos com nossa programação normal fuçando no baú do velho e bom Mayorga. Em algum momento da turnê Join the Army, Mike Muir, ostentando vasta cabeleira, registrando tudo de câmera no ombro. E, ao lado, nosso herói Ralph Herrera vestindo um pulôver preto.

9 Comentários

Arquivado em Flashing Pictures

ST Tour – Possessed to Skate

Seguimos na onda do clipe clássico que estreitou ainda mais as relações do Suicidal com o skate. No segundo capítulo da tour por locais consagrados da história do grupo, Louichi Mayorga nos conduziu ao cenário do filme gravado em 1987.

Não lembro o endereço exato, assim como o ex-baixista não recordava naquele fim de tarde em Venice. Foi necessária uma rápida chamanda telefônica para nos levar até a antiga moradia do cyco Gordon. Vacilei e não inquiri nosso guia sobre quem estava do outro lado da linha.

Celular desligado, rapidamente quebramos à direita em uma rua sem saída. Encontramos um cenário típico americano: calçadas perfeitas, gramado penteado cuidadosamente, casas sem muros, cada qual com a sua tabela de basquete pendurada acima da entrada da garagem. Ninguém à vista.

Mayorga destrincha…

Não se sabe o paradeiro de Gordon nos dias atuais. Uma pena. De certo, que a casa se encontra em perfeitas condições e um tanto modificada. Por lá, como sabemos, Mike Muir encarnou um moleque malandrão que, atormentado pela Matemática, acabou possuído pelo skate e promoveu a festa da turma. Relembre o video AQUI.

A residência oficial do manhento Gordon.

Muir na pele do terror da vizinhança.

Após as considerações de Mayorga, fomos em busca do alley, esta instituição americana que eu não compreendia muito bem até pesquisar e descobrir que eles existem para o acesso dos carros as garagens.

A disposição era para flagar a piscina onde Gordon enxaguava o esqueleto e palco de uma série de manobras de skate no clipe. Não reparei se a mesma turma degustou a pool em questão, mas o video contou com a energia dos sinistros Eric Dressen, Natas Kaupas, Tommy Guerrero e Steve Caballero (mais sobre a relação do ST com os carrinhos, leia o post de Dude Munhoz).

Chegando ao beco, uma leve decepção. O muro alto e, principalmente, as árvores, inviabilizavam uma boa visualização. Assim sendo, testei a musculação de Rodrigo Abud subindo em seus ombros e, do alto,  consegui registrar a piscina.

A piscina clássica mocozada entre as árvores...

e Na Era Gordon, antes de ser esvaziada pelos Cycos.

Sacadas as fotos, optamos por nos evadir do local antes que levantássemos suspeitas. Sem problemas, missão cumprida.

****************BONUS TRACKS****************

— no home-video Lights, Camera… Suicidal!, Mike Muir conta uma passagem sobre a gravação de Possessed to Skate. De acordo com o presidente-cyco, a banda foi solicitada para contribuir em um filme sobre o esporte que, ainda segundo ele, acabou não emplacando.

Não há uma confirmação, mas suspeitas de que se trata de Trashin‘, lançado em 1986, estrelado pelo futuro goonie Josh Brolin e com participação dos Red Hot Chili Peppers. Isso porque Catherine Hardwicke, diretora de Possessed, foi a produtora do longa. Bem mais tarde, Hardwicke filmou Lords of Dogtown, uma espécie de adaptação do documentário de Stacy Peralta que retrata os Z-Boys.

— durante algum tempo tal situação foi motivo de embaraço para a minha pessoa, até descobrir que eu não fui o único! Assisti Possessed to Skate no VHS do ST. Ou seja, bem depois de seu registro, feito lá em 87. E por alguns anos não me liguei que o molecote endiabrado, figura principal da peça, era o próprio Muir que, durante todo o home-video, aparecia sempre de bandana enterrada na cabeça e seu classic-humble-moustache.

5 Comentários

Arquivado em ST for Life

Terça, 14 de setembro – final

De volta a Califórnia, eu e Abud batemos novamente no endereço da Sunset em Venice. Louichi Mayorga nos recebe a la vontê, sem camisa, Nossa Senhora de Guadalupe riscada no centro do peito. O velho baixista do ST nos convida para entrar.

Estamos no quarto que o ex-baixista do Suicidal Tendencies divide com a esposa Kate. Simples como toda a morada. Ele pede alguns minutos para finalizar uma correria no computador. Não demora muito, zarpamos para buscar a herdeira, Paloma, na escola.

No carro, o primeiro disco do ST ecoa dos alto-falantes. Louie pergunta se já ouvimos a peça remasterizada, respondo que sim. Logo somos quatro na velha nave cyco. Paloma nada sabe da antiga banda do pai — ela é muito novinha para curtir a barulheira.

Assim que retornamos, intimo as tais “boxes and boxes” de fotos. Ele vai à cozinha e abre a porta de uma espécie de dispensa. Ressurge com uma caixa preta e grande, forrada com dezenas de álbuns e negativos.

Registros sensacionais dos bastidores do Suicidal. Da pré-história, ainda com Mike e Sean Dunnigan; passando pela estreia em vinil; até a turnê europeia do Join the Army. Entramos em pânico. Afinal, são revelações para dias de degustação detalhada.

Infelizmente, o tempo é curto. Salvo parte das fotos reproduzindo-as com a minha máquina fotográfica. Não fica uma maravilha, longe disso. Mas não há outra alternativa.

Da cozinha, reencontramos o quintal. E lá, largado em uma cadeira de madeira, trajando uma peita dos Lakers, Mayorga concede uma entrevista em video por cerca de meia-hora. Uma boa geral que, em breve, poderá ser vista aqui no blog.

Saímos uma breve Suicidal tour pelos arredores de Venice.

Primeiramente, nosso carro aporta em uma casa escondida atrás de uma nova contrução. Mike Muir morava nela e lá nasceu o ST, em ensaios na cozinha. O Black Flag também tocou no endereço.

Registros feitos, vamos ao ponto alto da mini-excursão: a casa onde foi gravado o clipe de Possessed to Skate, hino do esporte e faixa 9 do Join the Army. Recorremos por telefone a um camarada de Louichi para encontrar o paradeiro correto.

Por fim, a sede da loja de skate Streets of Venice, de propriedade do vocalista do ST e onde ele também residiu. Lá foi gravada a segunda versão do clipe de How Will I Laugh Tomorrow.

Tudo registrado (posts detalhados e fotos virão na sequência), vamos embora. Ao desembarcar na Sunset pela última vez, é chegado o momento da despedida da inesquecível jornada ao lado de Louichi Mayorga: “Hasta luego, cabrón!“.

9 Comentários

Arquivado em ST for Life

Sábado, 11 de setembro – parte 1

Sábado em Venice, eu e meu camarada Rodrigo Abud aportamos, pontualmente, no endereço da Sunset Avenue. Sem qualquer enrosco, graças ao precioso serviço da Garmin, nossa orientadora via satélite.

Encontramos uma casa de madeira, escondida sob as árvores, meio judiada pelo tempo. Silêncio, nada indica ser ali a sede de um barbecue familiar. Bato na porta e nenhuma resposta. Minutos depois conhecemos Lupita.

Ela nos recepciona e diz que Louichi não se encontra. O anfitrião fora acompanhar o filho mais velho em uma partida de futebol americano. Mesmo assim, insiste para que entremos. Sem jeito, aceitamos o convite.

Cruzamos a porta de entrada, mais uma, e caímos na sala – a bagunça não deixa dúvidas: ali mora uma criança pequena. Passamos pela cozinha e, logo antes da última barreira para o quintal, flagro um velho quadro de fotos recortadas (mais tarde, o objeto ganharia toda a minha atenção).

Vencida uma pequena escada, caímos no backyard e, imediatamente, reconheço o cenário das fotos no Facebook. Espaço recheado, basicamente, por móveis e apetrechos sem uso, além de uma grande árvore. À direita, outra construção de madeira consome toda a lateral. Ao fim, um canil desativado. Nos fundos, mais uma casa.

Invadimos a área e encontramos Kate, esposa de Louichi. Previamente alertada sobre nós, ela faz as honras, saca o celular e informa que, em uma hora, o classic bass player retornaria. Enquanto isso, poderíamos ficar à la vontê.

Na busca por um posicionamento estratégico, esbarramos com o vice-presidente do barbecue, Steve Mayorga. Apresentações feitas, o bróder suicidal lembra da minha figura, em virtude de um contato, sem resposta, via internet. Pede desculpas até. Revela que, na ocasião, estava ocupado fotografando no Havaí.

Irmão mais velho, Steve sempre acompanhou Louichi no ST. Roadie? Responsável pelo merchandise? Segurança? Nada disso. À época, ele  e seu bigode viajaram pela Europa a bordo do ônibus Join the Army no esquema just for fun.

Novamente, somos intimados a beber uma cerveja e relaxar. Foi quando a profecia se realiza. Ainda em solo brasileiro, mandei para o Abud, em um lance otimista: “Se prepare para degustar uma Tecate no churrasco”. Dito e feito. O destaque do isopor é a número dos compatriotas da turma do Brujeria.

Porém, é preciso reforçar o guéri do evento – afinal, chegamos desprevenidos. Prontamente, recebemos orientações sobre a liquor store mais próxima e zarpamos pelo barrio que, um dia, fora palco de tretas sinistras de gangues. Sem demora, voltamos com packs de Tecate e Bud Light. Seguimos o alerta, feito em tom de brincadeira, e agradamos simpatizantes de bloods e crips.

Ambientados, nos resta acompanhar, com empolgação, os costumes chicanos. Àquela altura da tarde, o barbecue é do mulherio e das crianças. À noite, a maloqueiragem tomaria conta.

Cada convidado (irmãos, primos, tios, sobrinhos e chegados em geral) reforça a mesa com um belisco diferente, um mix de nachos, guacamole, hot dogs e brownies para arregaçar a fronteira. Coisa fina, mas coadjuvantes dos preparos incinerados por Bonifacio.

Ardem no inferno pilotado por ele — trajando camisa dos Lakers, boné para trás, bigode e tatuagens pelo corpo, incluindo um arisco LA dos Dogdgers na mão — porções de ribs, steaks, chorizos e traiçoeiras pimentas jalapeños with cheese.

No portátil humilde, rap latino é o som. Depois, um conjunto de Venice soltaria, ao vivo, alguns petardos manjados do rock setentista.

As horas correm e nada do responsável pela abertura de I Saw Your Mommy. Período em que nos aproximamos da rapaziada e treinamos o inglês, reforçando as lendas sobre o Brasil. Até que, on the microphone, vem o anúncio: “Ladies and gentlemen, my brother Louichi Mayorga”.

17 Comentários

Arquivado em ST for Life