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Big Four

Rapaziada, sei que o blog anda meio devagar — pelo menos, em ritmo mais lento do que nos bons tempos. Mas fiquem firmes, é só uma respirada antes do que vem pela frente. E, garanto, ainda teremos boas surpresas por aqui.

Bem, feito o aviso paroquial, aproveito para tratar de um show que vi no último fim de semana. Baixei na internet  o sensacional “Big Four”, turnê capitaneada pelo Metallica que baixou na Bulgária recentemente. E que, além da turma de James Hetfield, contou com nada menos que Anthrax, Megadeth e Slayer!

Simplesmente, a linha mais quente do querido trash metal — naturalmente, não incluo os Cycos nesse balaio. Quatro shows de pauleiragem só com o que interessa, sets curtos e clássicos.

Destaque, claro, para o nosso querido Slayinho.  Sem desconsiderar os shows dos demais, excelentes também.

Tudo bem, mas vocês devem estar se perguntando… “e aí, o que o ST tem a ver com tudo isso?”. Sendo bem rigoroso, nada, exceto pela presença do grande Rob Trujillo dedilhando o baixo.

Mesmo assim, aproveito o ensejo para recuperar as conexões entre as bandas e o Suicidal. Do Metallica já está dito, dá-lhe Trujillão! Do Anthrax, vale rever a turma de NY mandando “War Inside My Head”, antes mesmo do lançamento do Join the Army. Do Slayer, tem esse belo post. E do Megadeth, bem, deles eu desconheço qualquer relação, só sei que sou fãzaço do Rust in Peace.

Para quem quiser baixar em torrent o Big Four, é só chegar AQUI.

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Entrevista – R.J. Herrera

READ THE INTERVIEW IN ENGLISH

Dos ex-integrantes do Suicidal, R.J. Herrera foi o mais complicado de encontrar até agora. E “complicado” é mesmo a melhor definição, afinal, eu sabia onde o ex-baterista estava, mas não conseguia alcanlçá-lo.

Tudo começou quando encontrei a fera no Myspace, na posição de titular  das baquetas do Horny Toad, banda do também ex-Cyco Louichi Mayorga.  Fiz o tradicional contato pela rede e, depois de alguns dias, recebi o email de Herrera.

Porém, veio a decepção. O endereço estava errado e nada de comunicação. Deixei de lado até que resolvi recorrer ao Mayorga diretamente, e através dele soube que o saudoso batera tinha se mandado para Ohio, para um tratamento médico da esposa dele.

Mais uma vez, vi diminuída a esperança de encontrá-lo. Até que, há pouco mais de um mês, investi novamente pelo Myspace. Mensagem vem, mensagem vai, pintou o telefone celular do Herrera na tela.

Ligo? Não ligo? Liguei, basicamente, para descolar um email correto. No fim, acabei batendo um excelente papo com o baterista da fase áurea do ST. Dez minutos de conversa (a conta ainda não chegou!), naquele inglês danado (porém astuto), sobre os dias de hoje e o passado na banda.

Não preciso nem dizer que foi algo surreal para mim: ter do outro lado da linha, num esquema full-contact, um cara que eu sempre admirei apenas por música, clipes e capas de disco.

Senti que lá da América do Norte, Ralph também curtiu. Há quase 20 anos longe do grupo, pareceu bacana para ele ter novamente o reconhecimento da importância que teve para o Suicidal. Ainda mais no caso de um batera, sempre escondido atrás do instrumento.

Aprumada a entrevista, enviadas as perguntas, ele não demorou a responder. Foi bem sucinto, coisa de quem, aparentemente, não é muito habituado à essas paradas de internet, Facebook, Myspace etc.

Apesar disso, nos deu o suficiente para sabermos por onde anda e, principalmente, que tudo está bem. Valeu mesmo, Chicano-Surf-Skate Style!

Onde você nasceu?
Eu nasci em Santa Mônica (EUA). Estou com 46 anos e  me mudei temporariamente para Ohio, até setembro deste ano.

Como começou a tocar bateria?
Comecei a tocar no 4th grade. Eu sempre me liguei no ritmo e na bateria quando ouvia música quando moleque. As primeiras influências foram, provavelmente, os Beatles, e tudo que ouvia no rádio. Também fui influenciado pelos bateristas Buddy Rich e Carl Palmer (Emerson, Lake e Palmer).

Ao lado de Rocky George, cheio de estilo.

Alguma conexão entre o Suicidal e as gangues de Los Angeles?
Nenhuma conexão. Apenas um monte de fãs e seguidores que se vestiam com Pendletons e bandanas.

Qual o seu melhor momento no grupo?
Foram alguns bons momentos. Enquanto fazíamos shows na Flórida com o Janes Adiction descobrimos que o “Lights, Camera… Revolution” fora indicado ao Grammy. Também tocar em LA no Verizon Amphitheatre após termos sido banidos por um bom tempo.

Com o ST nos bons tempos de "Lights, Camera... Revolution".

Qual a sua música favorita do Suicidal?
Não tenho uma única música favorita. Algumas boas partes de bateria: “Trip at the Brain” e “Lost Again”.

Você introduziu o uso do pedal duplo na banda. Isso contribui para encaminhar o Suicidal para o metal?
Sim, eu passei a usar o pedal duplo. Quando viemos com músicas novas isso simplesmente aconteceu. Eu nunca pensei em escrever coisas “metal” ou “punky”. A música é o que é… Suicidal, eu acho.

Pedaleira dupla logo que entrou para o ST, com Louichi Mayorga.

Por que você deixou o grupo?
Eu fui colocado em uma situação onde ficou desconfortável eu continuar trabalhando com o Muir. Além disso, minha mulher estava grávida do nosso primeiro filho. Muir estava em seu “modo ditador” e eu não iria lidar com isso.

O que você fez depois de deixar o grupo?
Depois de deixar o ST eu fiz alguns discos com o Uncle Slam (que contou também com Amery Smith, Louichi Mayorga, Bob Heathcote e Jon Nelson, todos ex-Suicidal), Beowulf e um projeto paralelo com o Mike Clark chamado Bastion.

Primeiro à esquerda, com o Horny Toad de Mayorga.

Tem visto algum dos ex-companheiros de banda?
Apenas vi o Robert (Trujillo) com o Metallica em outubro, falei com o Clark rapidamente próximo do ano novo, Rocky há algum tempo e toquei com o Louichi no Horny Toad quando voltei para casa.

E o Muir?
Não falei com ele nesses quase 20 anos…

Toparia uma turnê reunindo a formação do período de auge da banda?
Uma reunião com os caras nunca aconteceria por algumas razões. Uma vez que Muir tomou as decisões sobre a “sua” banda, ele nunca volta atrás. Rob está muito ocupado com o Metallica. Eu não sei se todo mundo concordaria com isso se essas reazões fossem possíveis.

Com a filha Devon, Rob Trujillo e o filho Jackson (de xadrez).

O que você tem feito ultimamente?
Atualmente tenho tentado cuidar da minha esposa enquanto ela está doente e ser um bom pai para meu filho Jackson (18 anos) e minha filha Devon (13). Eu tenho escrito alguma coisa e espero gravar logo que possível.

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Metallicyco!

Depois de lembrar a passagem do ex (ou eterno?) ST pelo país, eis que recebo um relato fantástico sobre o show do Metallica. E, justamente, fazendo a mesma ligação. O camarada  Mauricio Gaudêncio (também ex-Pinheads, como Dudu Munhoz) foi ao Morumbi e conta o encontro improvável entre ele, Robert Trujillo e o Suicidal.

“Fui ao show do Metallica, no Morumbi. Já tinha visto o show deles em 93 e agora estava na hora de conferir mais uma vez. Apesar de eu ser um cara do punk-rock, algumas bandas de metal também influenciaram o meu jeito de tocar bateria. Entre elas, o Metallica.

Coloquei minha camiseta do Suicidal Tendencies, uma das minhas bandas favoritas. Camiseta comprada em 91, da turnê do disco Lights Camera Revolution, época em que o Robert Trujillo estava começando oficialmente no Suicidal. Perdi esse show, por alguns dias, quando estava em viagem pelo Canadá — só fui ver o ST pela primeira vez em 94.

Excursão curitibana para o Monsters -- Mauricio com a camisa do ST e, logo abaixo, Dudu Munhoz.

Cheguei ao show e tive muita sorte em conseguir um lugar bem na frente, na grade, no canto direito do palco. No caminho, alguns estranhavam a camiseta, afinal, o uniforme oficial era camiseta do Metallica. Mas entendiam a homenagem.

O show foi muito bom. Som excelente. Eu tinha ficado do lado oposto ao Trujillo, mas às vezes ele e o Kirk invertiam de posição. Essa foi a minha sorte.

No último intervalo, o James pediu que acendessem as luzes do estádio para eles verem a platéia. Nisso o Trujillo deu uma olhada e viu a camiseta do Suicidal. No fundo, era essa a minha intenção desde o início, mas devido a proporção do show, não acreditava que fosse acontecer.

Então ele apontou pra mim, visivelmente surpreso. Demorei um segundo pra ter certeza que era comigo mesmo o contato. Ergui a estampa da camiseta e ele confirmou com um sinal de heavy-metal com a mão. Minha namorada flagrou o exato momento com uma foto.

Trujillo celebrando as origens ao perceber a camisa do ST.

No final do show, o Trujillo jogou palhetas e eu peguei uma dele e outra do Kirk. Apesar de ele tocar com os dedos, tem uma palheta personalizada com o desenho de uma cabecinha voodoo com a cara dele e do outro lado escrito RxTx. O “x” no lugar do “.” comprova… ele é STILL CYCO”.

As palhetas do agora baixista do Metallica. Um pouco de voodoo e uma lembrança aos Cycos.

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Trujillo na área!

Enquanto o ST não volta ao solo brasileiro — e na esperança que um dia isso aconteça com a formação “anos 90” –, vamos curtindo a passagem do grande Robert Trujillo pelo país na turnê do Metallica. Já rolou show em Porto Alegre, ontem teve o primeiro em São Paulo e hoje à noite acontece o último no Brasil, também em Sampa.

Trujillo em Porto Alegra, na última quinta-feira.

É engraçado ver o Trujillo consolidado, definitivamente, em uma banda de metal. Afinal, o cara sempre mostrou ser um baixista de muito suingue, condição explorada abertamente só no Infectious Grooves. Falando nisso, certamente ele exerceu forte influência sobre Mike Muir para levá-lo por outro caminho que não o do ST.

O ex-ST em São Paulo, no sábado. À frente, James Hetfield.

No Suicidal, a fera Roberto Agustin Miguel Santiago Samuel Trujillo Veracruz adicionou pouco dessa pegada groove. Mais claramente, rolaram somente uns slaps em uns solinhos rápidos em Send Me Your Money, do Lights Camera, na regravação de I Saw Your Mommy para o Still Cyco, creio que ficou por aí.

Depois de participar do Lights, do The Art of Rebellion e do Suicidal For Life, além do Still Cyco, Trujillo tomou seu rumo após a dissolução dos Cycos na segunda metade dos anos 90. E acabou entrando na onda mega do Metallica em 2003.

Abaixo o video da audição e contratação dele pela banda, parte do documentário Some Kind of Monster. Detalhe para quando o batera Lars solta essa: “Para mostrar que nós estamos levando a sério, te oferecemos 1 milhão de dólares”.

Boa proposta, não?

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Mais ST na história…

Seguindo a indicação do Fabian (reforçada pelo Lucas), fui conferir o documentário Get Trashed – A História do Trash Metal, de 2006. E eles têm razão. Ao contrário do que rolou em Botinada (justamente) e American Hardcore (injustamente), o Suicidal recebe o tratamento merecido.

Há um capítulo só para a banda no documentário. Com uma série de depoimentos e muitos elogios, de caras como o baterista do Anthrax  Charlie Benante, o ex-baixista do Megadeth David Ellefson e o vocalista do Hatebreed Jamey Jasta.

Tudo por conta da inestimável (na opinião deles e na minha) contribuição do ST ao trash, mais propriamente, ao crossover, junção do metal com o hardcore. E aí, grande parte dos méritos são concedidos ao Rocky George no filme.

Com toda a justiça. Mas faltou lembrar a influência de Ralph Herrera, com a sua batera com dois bumbos, e Mike Clark, riffeiro de mão cheia na guitarra base.

Quanto ao Suicidal, outro pecado do documentário, como alertou o Fabian, foi a ausência de testemunhais por parte de ex ou atuais integrantes da banda. Os caras conseguiram falar até com os marrentos Dave Mustaine (Megadeth) e Lars Ulrich (Metallica)! Imperdoável!

Pra fechar, publico uma foto absolutamente espetacular mostrada no filme que eu nunca tinha visto. Pra variar, obra do Glen Friedman, jornalista que registrou magistralmente todo o início da banda. Smith, Muir, Mayorga e Estes largados em um supermercado…

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Encontro de lendas

No post sobre o Trujillo esqueci de publicar uma foto muito bacana que encontrei por aí. Em frente da loja da Venice Originals,  estão o atual ex-baixista do ST e atual do Metallica e Louichi Mayorga, titular do instrumento nos dois primeiros discos dos Cycos. Clássica

louichi_rob.

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O monstro das quatro cordas

São tantos os temas sobre o Suicidal que nesse tempo todo de blog  (já são três meses) eu mal falei de um personagem importantíssimo na história da banda: Rob Trujillo.

O baixista Roberto Agustín Trujillo entrou para o ST em 1989, substituindo Bob Heathcote, indicado pelo camarada Rocky George, conhecido dos tempos de moleque em Culver City.

George e Trujillo nos bastidores: camaradas da antiga e dupla de ouro do ST

George e Trujillo nos bastidores: camaradas da antiga e dupla de ouro do ST

Deixou a banda oito anos depois, após a gravação de seis discos e a participação no projeto paralelo Infectious Grooves, ao lado de Mike Muir. A partir daí, tocou com Ozzy Osborne e ganhou mega-projeção mundial ao integrar o Metallica, em 2003.

Encontrei no Suicidal Fan Forum uma entrevista excelente do Trujillo para a Juice Magazine, revista de Venice, na edição 61. No papo, o monstro das quatro cordas (ou mais) dá uma geral na carreira para o entrevistador Jeff Ho (ele mesmo, o lendário shaper das pranchas de surf Zephyr).

Selecionei as partes em que o músico fala sobre os tempos de Suicidal (em inglês). A íntegra você pode conferir aqui.

How did you meet up with Mike Muir?
I used to work at a jazz café called the Comeback Inn. It was on West Washington, which is now called Abbott Kinney. Back in the day, the Comeback Inn would have these concerts outdoors. This was when new age was starting to come in to the picture. They had a lot of great jazz-fusion bands there. I wanted to work there, so that I could hang out with the hot, ripping jazz players. There was a surf shop next door to the Comeback Inn, and Mike Muir and Jim Muir lived behind the shop in the old pagoda or the “pumpkin”. Mike Muir and his friends would point the PA speakers over at the Comeback Inn in the patio area where the stage was set up, and these new age bands were playing. They would blast punk rock music through the PA. My boss would get so pissed. He would start screaming at them to turn it off. They would yell back on the PA, “Will’s a fag!” That was my first encounter with Muir. The other encounter I had with Muir was in the early ‘80s at a party in Venice. I remember him and his homies coming into the party, and they were just destroying shit. They owned that party. They just dismantled the party and scared everybody. Those were my early encounters with Muir and the hoodrats back in the early ‘80s.

When did you start playing with Suicidal Tendencies?
I hooked up with Suicidal Tendencies in ‘89. I was really good friends with Rocky George, their guitar player. Rocky and I went to high school together. He was from Culver City. Rocky George, played on “Join the Army” and “How Will I Laugh…” He was their guitar player from ‘84 to ‘96. Rocky was the one that got me into Suicidal. I auditioned for the band. I thought it would be this massive audition with all of these different players, but they were like, “If you want the gig, you got the gig.” That was the best break for me, because, in ‘89, Suicidal was going on one of their first real true arena tours. The next thing you know, I’m in Europe with Suicidal, opening for Anthrax. After that, we were opening for Slayer on the Clash of the Titans tour. It just started to blossom from there with Suicidal.

Trujillo em show com o Suicidal

Trujillo em show com o Suicidal

Was Suicidal the first group that you actually broke out with and did a tour with?
Yeah. That was the first, true, serious band that I was in. I was breaking away from the local scene, and from the semi-Hollywood type thing that I didn’t enjoy at all. Suicidal was the band that took me all around the U.S. and took me to Europe, Japan, etc. It was great because with Suicidal, everything was a challenge. We went from playing funky little theaters and clubs, to headlining Irvine Meadows, to opening for Metallica in 1993 in front of huge crowds.

So you were stoked.
Yeah.

Did that allow you to feel more creative?
Absolutely. Suicidal was such an important time for me. It also reacquainted me with surfing. Mike Clark, who’s a really amazing surfer, got me back into surfing. I surfed a lot from ’82 to‘86, and then I kind of, started slacking. When I joined Suicidal Tendencies, whenever we’d end up in Australia, or anywhere there was a wave, Mike would surf it. He’d drag me along with him. We’d be in New Zealand, and he’d say, “Dude, let’s go surfing.” He was really good, and I was kind of, okay. He’d get me out there and I finally realized through him that I had an amazing opportunity as a touring musician to explore some of the most amazing waves all over the world.

Oh, yeah.
Being able to surf in Tahiti, and places like Brazil was unreal. We’d always end up in Hawaii at some point. We’d do a killer concert in Hawaii and then we’d be able to go surfing for a few days. Because of those experiences with Mike Clark, and now with Metallica, I’ve been to Portugal, for instance, surfing southern Portugal, about six times now. I love it down there.

Trujillo, e a cabeleira que virou marca registrada, ao lado de Mike Clark nos anos 90

Trujillo, e a cabeleira que virou marca registrada, ao lado de Mike Clark nos anos 90

Talk to me a little bit about the years with Suicidal. You were over in Europe, having a really good time over there. You were snowboarding, too?
Yeah, that was another great thing. I used to push it back then and snowboard on the same day as a show. I would go snowboarding in Austria and take a train to get to Italy to do a show. I’d call Mike at the hotel. Back then it was all European pay phones. There were no international cell phones. I’d call Mike because they were all waiting for me and say, “I’m in a train depot about an hour outside of Torino, Italy.” I never really knew if I was going to make it. What if I missed the train? Finally, I had to chill out on that. I had to stop pushing the limit on that stuff. I was so addicted to snowboarding back then that it was starting to tamper with the music. It could potentially create a disaster for the band. I did a lot of snowboarding in Europe, probably more than I should have.

What led up to the break up of Suicidal?
Well, there have been different phases of Suicidal over the years. I think, during the era that I was in Suicidal Tendencies, which was ‘89-‘96, we were working so hard. We were touring all the time. When we weren’t touring, we were making an album. I was writing and recording, with Mike Muir. We were doing a band called Infectious Grooves. That was another musical project that we were involved with. That was great. We made three albums with Infectious Grooves. People tell me, to this day, that they are fans of Infectious Grooves. These were the creative challenges that we had taken on, plus the hard work we did with our shows. I think it became very taxing on everyone in the band and it created tension. Sometimes, the tension can stir up resentment with your band mates. Sometimes you need to take time off. Take a break for a year. That’s what we did with Metallica. My first two years with Metallica, we were non-stop. Then we took a year off. I talked to the guys in the band, twice in the year off from the band. It’s not because we have a problem with each other. It’s just that when you’re with each other so much on the road for a couple of years, when you do have time off, you really take time off. It’s a great thing. It’s not a problem. That’s just how we are. Now we started doing shows again and we’re writing material for the next album and we’re moving forward. Sometimes that’s necessary. With Suicidal, I don’t know if we just couldn’t afford to do that, but it was just something we never really got to do.

Everyone just diffused.
Yeah. I remember when Suicidal was on tour with Metallica, I was getting in fistfights with Rocky George, who was one of my best friends.

No way.
Yeah.

Muir e Trujillo, parceiros também com o Infectious Grooves

Muir e Trujillo, parceiros também com o Infectious Grooves

There was just a lot of tension?
Yeah, I remember he and I were literally throwing each other around and socking each other on stage while Metallica was playing. Rocky and I were right there beside James Hetfield’s guitars, and we’re brawling. I’m thinking to myself, “This fuckin’ sucks. What is this?” That happened a couple of times. It was kind of funny. We’re brawling and Metallica is jamming. We were having a fight right on stage, probably during the song “Fight Fire with Fire”.

Did you have a disagreement?
No, it was just tension, and maybe there was a little alcohol involved.

[Laughs.] Okay.
It was tension and alcohol.

And stress?
It was a lot of things. That was the end of that era. On a good note, Mike Muir and I hung out a few weeks ago and spent about four hours together, shooting the shit and hanging out. Everybody’s cool. Rocky is still a great friend.

Are you working with Mike at all?
Mike actually has some material that may potentially be released in the future. It’s recordings from 14 years ago that we’d done together with this amazing drummer, Josh Freese and members of Infectious Grooves. It’s not Suicidal Tendencies. It’s very different, but it’s amazing. For me, right now, my main focus and number one priority is Metallica. We’re working hard writing and, hopefully, in about a year, we’ll have an album ready to go. We’ll get back on the road and kick ass again.

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