Arquivo da tag: Ric Clayton

Suicidal Boyz

A foto abaixo é um dos melhores registros da fase áurea (na minha opinião) do Suicidal. Não há nenhum integrante da banda no documento, mas reúne boa parte da rapaziada que seguia os Cycos na época.

A foto foi tirada por Chuck Katz e flagra um pré-show da turnê “Welcome to Venice”, em 1985. No meio da turma, estão os integrantes da também clássica banda de Venice Beowulf, Mike Jensen, Dale Henderson, Paul Yamada e Mike Alvarado (que também foi roadie do ST).

Há ainda Sal Troy, integrante do No Mercy, grupo que juntou Mike Muir, Mike Clark e o ilustrador-chefe do ST Ric Clayton.

Anúncios

3 Comentários

Arquivado em ST for Life

Curtindo o Live At Olympic Auditorium

Uma semana depois do pedido via Amazon — não aguentei esperar a chegada em Curitiba — eis que, ao abrir a porta de casa, me deparo com o pacotinho do correio. Dentro da embalagem, lá estava o DVD que nós, fãs do Suicidal, esperamos o lançamento por quase cinco anos.

Como tudo que é bom, não dá para perder o psicológico e se jogar em cima logo de cara. Então, antes de meter a tesoura, preparei o cenário para a degustação. Assim, de forma controlada, dei aquele upgradezinho na ansiedade.

Tudo em ordem.  Vamos ao que interessa. Primeiramente, destaque para a arte da capa, caprichada e já rodando há algum tempo pela internet. Dentro, um pequeno poster do show, bacana também. Poderia ser maior para acabar na parede, mas, valeu o bônus.

Sobre a apresentação, realizada em 2005, no Olympic Auditorium, não há muito o que falar. ST jogando em casa, para o seu público, não tinha como dar errado. A mesma performance energética de sempre.

Muir liderando, naturalmente. Mike Clark também mandando bem, como vice-presidente do grupo que é. E o trio Brunner-Pleasants-Hidalgo segura firme — aliás, vale chamar a atenção para o batera, que executa as músicas como elas foram feitas, sem firulas.

Do set list, faltaram algumas canções, claro. A ausência mais sentida foi de You Can’t Bring Me Down. Mas eu gostei da escolha, baseada nos sons old school.

No mais, deixo vocês com algumas curiosidades:

* Durante a entrevista de Muir (único extra do DVD), rola uma regravação de Suicidal Maniac, bem ao estilo das feitas para o Prime Cuts. Versão que certamente estará nos próximos lançamentos do ST.

* Se vê muita molecada na plateia, garotos e garotas.

* Antes de Send Me Your Money, Muir fala sobre a venda do local do show para uma igreja coreana. Para então invocar The Church of Suicidal.

* Há uma música nova, chamada Show Some Love… Tear it Down.

* Na introdução de Waking the Dead, o vocalista chama ao palco Ric Clayton, ex-No Mercy como Mike Clark. Infelizmente, o responsável por mandar nas camisetas as muitas caveiras da banda não aparece.

* Por fim, destaco uma frase da entrevista do Muir. Relembrando os velhos tempos, ele cita a frase de um camarada sobre a quantidade de gente que começava a acompanhar os Cycos…

“O pessoal que diz que o Suicidal é uma gangue está totalmente errado. Agora é um exército”.

Abaixo, alguns caps que fiz:

Muir em entrevista incluída no extra do DVD.

O ST no palco, com uma galera acompanhando o show atrás do grupo.

Em Pledge Your Allegiance, a já tradicional invasão ao palco.

E para fechar, um aperitivo disponibilizado no You Tube:

5 Comentários

Arquivado em Lights, Camera, ST!, ST for Life

Camisas clássicas à venda

Estou sempre ligado no Ebay à procura de produtos relacionados ao Suicidal. De vez em quando, pintam algumas coisas interessantes, como é o caso das duas camisas abaixo.

Botando fé no vendedor, são duas peças de mais de 20 anos — e elas aparentam mesmo ter a idade alegada. Coisa finíssima, mas apenas para fãs milionários e excêntricos, já que, juntas, as duas valem 719 dólares (ou mais de 1.300 reais). Se eu ganhasse na Mega Sena, faturava ambas. Ainda não tive essa sorte, quem sabe um dia…

Dois trabalhos clássicos do Ric Clayton, o cara que inventou o logo do nome do Suicidal, desenhava os flyers e a infinidade de caveiras que estampou camisas do grupo e dos fãs (estas rabiscadas direto no tecido).

A primeira, segundo o autor, é de 1983 e sai por 450 dólares. A segunda, de dois anos mais tarde, 1985, está bem mais “em conta”, somente 269 dólares.

2 Comentários

Arquivado em ST for Life

Parceria da escola para o cinema

A ligação já rolava desde 1980, convivendo diariamente na Santa Monica High School. Quatro anos depois, ganhou as telas do cinema em Repo Man. Emilio Esteves, como o protagonista do filme, e Mike Muir, autor de Institutionalized, música incluída na trilha sonora.

school

Muir e Esteves: cabeleiras invocadas em tempos de SM High School

À época, o reencontro entre os ex-colegas de bancos escolares passou praticamente batido. Repo Man e a sua bizarra  história sobre ETs e recuperadores de carros não fez sucesso. Por sua vez, o Suicidal não precisava mais de ajuda para chacolhar a cena punk californiana — o estrago já havia sido feito um ano antes.

6305971285.01._SCLZZZZZZZ_

O cartaz do filme

O tempo passou e acabou por reordenar as coisas. Mais de 20 anos depois, o  filme tornou-se duplamente “cult”. Para os apreciadores de uma boa peça, digamos, alternativa, e para os fãs do ST, curiosos sobre a relação da banda com a obra do diretor e roteirista Alex Cox.

Sobre Repo Man, há críticas espalhadas pela internet certamente bem melhores do que eu sou capaz de mandar. Quanto ao ST, embora a participação não vá muito além do clássico Institutionalized como terceira faixa da trilha (que ainda tem Iggy Pop, Circle Jerks, Black Flag etc), é possível destacar alguns pontos interessantes.

A começar pelo brinco “argola-cruz” ostentado por Esteves, protagonista na pele de Otto Maddox. Algumas vezes já vi o mesmo modelo pregado em uma das orelhas do Muir. Quem diria que, de acessório tosco nos anos 80, o apetrecho ficaria na sequência marcado pelo glamour baitola de George Michael.

PDVD_001

Esteves e o brinco ex-punk argola-cruz

Há ainda outra lembrança dos Cycos, esta muito mais significativa. Moleque punk das quebradas de Los Angeles, logo no início Otto Maddox surge ostentanto uma legítima suicidal-shirt.

Camisa branca “de trabalho” detonada pela figura de uma caveira nas costas, como aquelas pintadas à mão por Ric Clayton, principalmente, e Jay Adams, panos eternizados pelos Suicidal Dudes  (ou Suicidal Boyz, Suicidalz, como queiram) na sensacional capa do primeiro disco do ST.

PDVD_003

Além disso, resta apenas a cena em que Institutionalized invade as caixas de som. Também no começo, a música aparece com punks pogando em um beco qualquer e segue enquanto Maddox toma “uma volta” de um camarada.

PDVD_002

Vacilou com a morena, ficou na mão

BÔNUS

Quem quiser baixar o filme, dá pra se empenhar no RapidShare em quatro partes em versão que parece que é dublada (1 2 3 4) ou AQUI. Mais jogo é recorrer aos torrents.

— Trilha sonora para baixar (cortesia do amigo do blog, Jansen Baracho). Altamente recomendada.

— No Brasil, Repo Man recebeu o estapafúrdio subtítulo “A Onda Punk”. Tudo bem, a trilha é punk e há punks no filme, mas…

— Grant Estes e Ralph Herrera, outros dois (ex) integrantes do Suicidal, também estudaram na Santa Monica High School em 1980.

Repo Man é o nome de uma música do Iggy Pop.

— O diretor Alex Cox era mesmo fascinado pelo movimento punk. Dois anos depois ele filmou Sid & Nancy.

2 Comentários

Arquivado em ST for Life

ST, gangues, violência – a série 2

Na foto logo abaixo, raríssima, uma mini-reunião de alguns Suicidal Boyz, de idades variadas, como se vê. Mas pode chamá-los também de Suicide’s, Cycos ou até Suicidal Dudes — são vários os nomes para a moçada que, entre outras atividades, seguia o ST por LA partindo de Venice.

Destaque para o magrão ao centro. Calça jeans, manjada; bandana azul, também no esquema; e a camisa com o ST pintado na gola. Há ainda outro desenho, no bolso, que não dá para identificar. Sem contar o mé, discreto, na mão.

suicidalboyz

Há ainda outro personagem nessa picture, importantíssimo na história da banda. A fera de costas, de jaqueta punk e cabelo espetado, é o Ric Clayton. Ele foi o responsável por criar a letra, o estilo, o desenho da marca do Suicidal que se tornou um clássico.

Com a caneta nas mãos, Clayton também detonava nas camisas da molecada (das que aparecem na capa do primeiro álbum, boa parte são desenhos dele), uniforme quase obrigatório entre os Suicidal Boyz.  De quebra, foi baixista do No Mercy, banda de Mike Clark que contou com Muir por um breve período.

Quanto ao assunto da série, a ligação é óbvia, certo? O que rola quando junta um grupo de homens numa quebrada qualquer? Não creio que esse encontro, por exemplo, fosse para ir na missa ou estudar.

Deixe um comentário

Arquivado em ST for Life