Dezembro 1, 2009

Entrevista – Lisa Fancher

* with english version below.

Prosseguindo com a série de entrevistas do blog, trago dessa vez uma participação especial. Primeiro, pela relevância da pessoa na carreira do Suicidal. Segundo, por se tratar de uma mulher.

Afinal, é raríssimo vermos um registro sobre elas no mundo do rock que não seja na pele das mal-faladas groupies. E em relação ao ST, nunca vi algo por aí que tratasse com mais profundidade das meninas e da banda.

Lisa Fancher é uma californiana de enorme importância para o punkrock local. No início dos anos 80, fundou a Frontier Records e pouco tempo depois já entrou para a história com o lançamento de Group Sex, disco de estreia do Circle Jerks.

Lisa Fancher, em foto recente, com os dois maiores sucessos da Frontier Records: os primeiros álbums de Suicidal Tendencies e Circle Jerks.

E não ficou por aí. Em 1983, acabou convencida pelo parceiro Glen  E. Friedman a contratar uma banda até então mais famosa por algumas polêmicas e a violência de seus seguidores.

Desde então, não foram poucas as histórias para contar. Como, por exemplo,  sobre a edição pela Frontier do primeiro álbum do Suicidal Tendencies ter se tornado a mais vendida de um grupo de punk rock nos anos 80.

Quando você ouviu falar do ST? O que te impressionou para levá-los para a Frontier?
Não sei dizer exatamente qual foi o dia ou o ano, mas aconteceu lá por 1982. Glen E. Friedman (que fotografou o Adolescents para o LP da Frontier) tinha se tornado um grande amigo meu e também ajudava o Suicidal ou meio que atuava como “empresário” deles. Ele sempre me trazia demos diferentes, mas eu não achava que as músicas deles eram “fortes”. Pra ser bem honesta, a banda e seus fãs tinham uma reputação violenta o que me deixava um tanto nervosa. Então o Glen me mostrou um cassete de Institutionalized e eu soube naquele momento que a música seria um clássico. A fita não tinha nem um álbum inteiro de músicas, talvez umas cinco? Já se vão mais de 25 anos então é difícil de lembrar!

Como eles foram contratados?
Se o Glen E. Friedman não era o empresário oficial da banda, ele passou a ser quando eu disse que queria lançar o álbum de estreia deles. O contrato previa apenas o lançamento do primeiro álbum, não tenho certeza se isso aconteceu em razão de uma insistência deles ou se eu estava somente tentando contratá-los sem muito aborrecimento. As negociações do contrato não foram tão difíceis quanto eu me recordo…

Na entrevista que eu fiz com o Amery Smith, ele disse que o primeiro disco foi gravado em um único dia (“no computers, Pro Tools or Digital Performer or Cubase or Logic or Reason, there were no edits, all played live”). O que você lembra dessa sessão?
O disco não foi gravado em um dia. Eu digo que foram cinco dias, incluindo a mixagem. A maioria dos primeiros discos punks que gravei foi feita em dois ou três dias, mas eu sabia que precisava dedicar mais tempo para esse disco. Eu lembro que nós fizemos várias overdubs de guitarra com Grant Estes e isso valeu a pena todo o tempo extra e o dinheiro gasto!

Apesar da pouca idade, o ST já tinha uma fama muito controversa. Isso foi bom ou ruim para a Frontier?
Em última análise, isso trabalhou a meu favor porque eles eram muito conhecidos em Los Angeles e seus fãs ficaram famosos por serem violentos e destruírem as casas noturnas. E certos membros da banda também ficaram conhecidos por uma ou outra coisa ruim. Não vou ficar repetindo esses boatos, mas eu sei tudo sobre eles. TSOL também tinha uma má reputação e isso apenas fez com que os garotos os adorassem ainda mais. No fim das contas, os fãs do ST queimaram o filme da banda a ponto de eles terem sido banidos por anos de tocar em Los Angeles, depois que os fãs basicamente destruíram os assentos de um lugar chamado Perkins Palace. Acho que isso aconteceu por volta de 1983 ou 1984. Não era que a banda pedia para que os fãs brigassem ou destruíssem os lugares, mas eles também nem conseguiam controlá-los.

Desenho sobre a gravadora retirado do site da Frontier.

Outro rumor envolve a banda com as gangues. Isso preocupou você?
Eu não acho que se possa chamar os fãs de verdadeiros membros de gangues, eles ficaram conhecidos como Cycos e pertenciam ao seu próprio grupo. Glen E. Friedman fez um ótimo trabalho fotografando as camisetas do Suicidal feitas pelos próprios fãs, como você vê na capa do disco. Foi aquilo mesmo que aconteceu, a gente não pediu para ninguém fazer camisetas como aquelas!

Outra polêmica fala sobre a o ST ter sido “convencido” pelo FBI a mudar o nome da música I Shot Reagan, que ficou I Shot the Devil. Isso aconteceu?
Não exatamente. Eles chamavam a música de I Shot Reagan (“Eu atirei em Reagan”, ex-presidente dos Estados Unidos) mas é um absurdo alguém sequer fazer uma brincadeira sobre matar o presidente dos EUA, então eu que pedi que eles não colocassem esse nome na música na capa do disco. Eu não sei como, mas o FBI ficou sabendo daquelas letras, talvez a mãe ou o pai de alguém ficou puto com o disco e nos dedurou! O FBI realmente me telefonou e queria discutir sobre o assunto. Eu disse que era só a letra de uma música e prometi para eles que a banda não tinha nenhuma intenção de prosseguir com aquilo. Até onde eu sei, eles deixaram o assunto de lado, mas devem ter aberto um arquivo da banda, para o caso de eles continuarem falando sobre matar o presidente. Alguém devia utilizar a lei que trata sobre “liberdade de informação” para descobrir se existe um dossiê do FBI sobre isso!

A arte do disco é clássica. Você participou?
Eu confiei no gosto de Glen. A única coisa que eu fiz foi pagar pelo trabalho da arte e as entreguei para a Diane Zincavage (diretora de arte da Frontier) finalizar tudo. E você tem razão – realmente é uma capa clássica!

A capa clássica: fotos de Glen E. Friedman e arte de Diane Zincavage.

Naquela época, você sentia que estava nascendo um disco histórico, o álbum punk mais vendido dos anos 80?
Sim, eu sabia que tinha um sucesso em minhas mãos. Mas infelizmente não foi assim desde o início. O disco foi um completo e total fracasso comparado aos outros discos punks (lançados pela Frontier) como do Circle Jerks e os Adolescents. Então a (rádio) KROQ começou a tocar Institutionalized o tempo todo e as vendas começaram a melhorar. Um ano depois, Glen insistiu em fazer um videoclipe de Institutionalized (dirigido por Bill Fishman) para a MTV e eles começaram a passar feito loucos! Então isso superou completamente as vendas dos outros LPs de punk.

Qual a sua música preferida?
Sinceramente, deve ser Memories of Tomorrow. O riff the guitarra nessa música ainda me deixa abismada.

Como foi o fim da relação entre o ST e a Frontier?
Terminou antes mesmo de começar. Eu tinha a banda apenas para fazer o primeiro álbum e depois eles seguiram seu caminho. Eu nunca estive próxima do Mike Muir, ele me odiava desde o início. Eu gostava dele, apesar disso!

Como foi relançar uma edição especial do álbum em vinil 25 anos depois?
Eu realmente não ouvia o disco há muito tempo, então fiquei muito orgulhosa de ter relançado um álbum que tanta gente amou durante todos esses anos. Até os filhos deles compram uma cópia agora!

A reedição em vinil do disco de estreia do ST lançada pela Frontier

Qual é a situação atual da Frontier?
Você quer dizer se nós ainda estamos por aí? Sim! Eu não lanço tantos discos novos, apenas reedições de discos antigos de punk como Middle Class e os Weirdos. Nós estamos aguentando, mas 2009 está sendo um ano terrível. Não vejo a hora de ele acabar e a economia mundial começar a se recuperar.

BÔNUS

Mais entrevistas com Lisa Fancher: aqui e aqui.

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ENGLISH VERSION

Gettin’ on with the series of interviews from the blog, it’s time to show you a special participation, for two reasons: first, I’m talking about a relevant person in Suicidal’s career, and second, this person is a woman.

After all, it’s very hard to find anything wrote ou filmed about women in rock, except maybe for the pieces talking about the so-called groupies. When it comes to ST, I’ve never seen any deep abroad relating women and the band.

Lisa Fancher is a californian that has an enormous part to local punk scene. In the early ’80s, she formed Frontier Records, and not a long time after that she’s entered to history by releasing ‘Group Sex‘, the debut album of Circle Jerks.

Some time later, in 1983, she was conviced by her friend Glen E. Friedman to hire a band that was notorious for some controversy and their violent followers.

After that, it wasn’t just a few stories to tell. Such as, for instance, the fact that the debut album os Suicidal Tendencies, released by Frontier, would later become the best sold punk record in the 80’s.

When did you first hear about ST? What impress you the most that made you take them to Frontier?
I can’t exactly pinpoint the day or year but it was some time in 1982. Glen E. Friedman (who shot the Adolescents portrait shots on the Frontier LP) had become a good friend of mine and was also either just helping out Suicidal or actually managing them. He kept bringing me different demo tapes but I didn’t think the songs were very strong. To be quite honest, the band and their fans had a reputation for being violent which kind of made me nervous. Then Glen brought me a cassette that had Institutionalized on it and I knew the second I heard that song that it was a classic. The tape didn’t have a whole album’s worth of songs on it, maybe five? That’s over 25 years ago so it’s hard to remember!

How did they get the contract?
If Glen E. Friedman wasn’t officially their manager then, he became their manager when I said I wanted to release their debut album. I just signed them for the one record, not sure if that was at their insistence or if I was just trying to sign them without any hassle. The contract negotiations weren’t difficult as I recall.

Amery Smith said that their first record was recorded in one single day in the interview I made with him (“no computers, Pro Tools or Digital Performer or Cubase or Logic or Reason, there were no edits, all played live”). What do you recall from that session?
The LP was not made in a day. I’m going to say five days including mixing. Most of my early punk records were made in  two to three days but I knew I had to take a little more time for this one. I remember we did a lot of guitar overdubs with Grant Estes and it was well worth the extra time and money!

Even at their early age, ST had already a controversial reputation. Was this positive or negative to Frontier?
Ultimately it worked in my favor, they were VERY notorious in Los Angeles and their fans were legendary for being violent and wrecking night clubs. And certain members of the band also were known for this bad thing or that bad thing. I won’t repeat these rumors but I know all about them. TSOL also had a bad reputation and it just made the kids love them more. As it turns out ST’s own fans did hurt the band in terms of playing in Los Angeles, they were banned for years after their fans basically destroyed the seats in a venue called Perkins Palace. I think this was late ‘83 or maybe ‘84. It’s not like the band asked their fans to get in fights or destroy property but they couldn’t control it either.

There’s another rumor relating the band and the LA gangs, was this a concern for you at the time?
I don’t think you could call their fans real gang members, they were known as Cycos and were sort of their own gang. Glen E Friedman did a great job of photographing their homemade Suicidal shirts as you see on the LP cover. Those are the real thing, we didn’t ask anyone to make a shirt like that!

And there’s yet another rumor that says ST was ‘convinced’ by FBI to change the title of “I Shot Reagan”, that remained “I shot the Devil”. Did that happen?
Not exactly… They called the song “I Shot Reagan” (former president of the US) but as it’s a crime to even joke about killing the president in the USA, I asked them not to call it that on the LP jacket. I don’t know how but the FBI found out about the lyrics, probably someone’s mom or dad was pissed off about the record and turned us in! The FBI actually did telephone me about the matter and wanted to discuss it. I said they were merely lyrics to a song and promised them that the band didn’t have any intention of carrying it out. They dropped the matter as far as I know but they probably opened a file on the band just in case they kept saying to kill the president. Someone should use the “freedom of information” act to find out if there is an FBI dossier!

The LP artwork has become a classic cover, were you involved in that?
I trust Glen’s taste implicitly. I had nothing to do with the artwork other than paying for it and giving all the photos and logo to Diane Zincavage (art director of Frontier) to put together. And you’re right— it is a classic cover!

Back then, did you feel it was being made an historical album, that later turned out to be the most sold punk record in the ‘80’s?
Yes, I knew I had a hit on my hands. Alas it didn’t start out that way… The record was a complete and total failure compared to my other punk titles like the Circle Jerks and Adolescents. Then KROQ started playing “Institutionalized” all the time and it started to sell very well. A year later Glen insisted on making a video of “Institutionalized” (directed by Bill Fishman) for MTV and then they started playing it like crazy! Then it completely eclipsed the sales of the other punk LPs.

What’s your ST favorite song?
Honestly, probably Memories of Tomorrow. The guitar riff on that song still kicks my ass.

How the relationship between ST and Frontier finished?
It was over before it started. I just had them for the one record and then they went on their way. Never got along with Mike Muir, he hated me from the start. I liked him though!

What was the feeling on releasing a special vinyl edition of the álbum 25 years later?
I hadn’t really listened to it for a long time so it made me very proud that I had released an album that so many people have loved over the years. Even their kids buy a copy now!

What’s happening to Frontier these days?
Do you mean are we still around? Yes! I don’t really put out many new records, just reissues of vintage punk like Middle Class and the Weirdos. We’re hanging in there but 2009 has been a horrible year. Can’t wait til it’s over and the economy worldwide starts to recover from this.

BONUS

More interviews with Lisa Fancher – 1 e 2.

Novembro 30, 2009

100 posts!

Comecei o blog há pouco mais de cinco meses. Sem nenhuma pretensão, exceto pela disposição de não deixar o extenso material (fotos, principalmente) que coletei sobre o Suicidal praticamente morto em uma pasta do computador.

De lá para cá, já foram 100 posts publicados! O centésimo foi o logo abaixo, uma entrevista com o fotógrafo, skatista e camarada do ST Pep Williams.

Alguns posts me trouxeram imensa satisfação. Especialmente, as entrevistas com os ex-integrantes Louichi Mayorga, Amery Smith, Rick Battson e Jon Nelson — sem contar a do Mike Clark, membro ainda na ativa.

Da mesma maneira, foi muito legal conectar a galera que é fã do grupo. Juntar Cycos da Suécia, Portugal, França, Rússia, além dos brasileiros e americanos.

É isso aí… espero que esse seja apenas o primeiro marco e que muita coisa boa esteja por vir!

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It’s beem 5 months since I’ve stated this blog. Back then, I didn’t have any objectives, I only desired to share all the Suicidal stuff I’ve been collecting in these years hidden in some computer folder.

Since then, it’s been 100 posts published! The post #100 is the one with the interview I made with Pep Williams, photographer, skater and ST bro.

Some posts has made me really happy and satisfied for doing this, specially the interviews with the former members of ST Louichi Mayorga, Amery Smith, Rick Battson e Jon Nelson –without mentioning the interview with Mike Clark, who’s still a ST member.

In the same way, it was really nice to conect with so many ST fans, gathering Cycos from Sweden, Portugal, France, Russia, beside brazilians and americans.

There you go… I hope this mark is only the first of so many stuff coming around!

Novembro 26, 2009

Camaradagem das ruas para as fotos

Depois do post com Ed Arnaud, chegou a vez de mais um fotógrafo relacionado ao Suicidal aparecer por aqui. Este bem mais próximo da banda do que o nosso camarada de Tucson, no Arizona.

Pep Williams nasceu em Los Angeles e passou a circular por Venice pela metade dos anos 80, andando de skate. Acabou seguindo a carreira profissional no esporte, virou fotógrafo mais tarde e tornou-se chapa dos Cycos.

Recentemente, saiu em turnê com o grupo, oportunidade para celebrar a amizade e exercer a paixão pela fotografia. Como de costume, entrevistinha com respostas traduzidas livremente.

Onde você nasceu e quantos anos tem?
Nasci em L.A. e comecei a andar por Venice em 1984. Tenho 38 anos.

I was born in L.A. and staretd hanging around Venice in 1984.Im 38 years old.

Qual o significado do ST para Venice?
Suicidal significa muito para Venice. Para mim, Suicidal é a maior parte da cena punk/skate em Venice. Sem o ST, eu penso que a cena não seria a mesma. Ainda seria legal, mas bem diferente.

Suicidal means allot to Venice. To me Suicidal is a major part to the punk/skate scene in Venice. With out ST I  dont think the scene would be the same. It would still be cool but allot different

Quando e como começou a sua relação com a banda?
Voltando a 1984, eu comecei a andar por Venice e em 1985 ou 86 em duas skate shops chamadas Streets of Venice e Circle Skate and Surf, e eu acabei sabendo que o pai de Mike e seu irmão vendiam pranchas DogTown para as lojas. Depois eu fui saber de Mike.

Back in 1984 I started hanging in Venice and about 1985/1986 at 2 skate shops called Streets of Venice and Circle Skate and Surf and I got to know Mikes father and his brother cause they sold DogTown boards to the shops.Later I got to know Mike.

Pep Williams e Mike Muir: parceria das antigas.

O Suicidal sempre foi associado às gangues. O que você acha disso?
Bem, indo a Venice naquela época existiam gangues por todos os lados e muitas pessoas eram associadas à elas e o ST tinha essa imagem então outros seguiram.

Well coming up in Venice back then there were gangs all over and allot of the people back then were associated with gangs and  ST had that Image so others followed.

Há ainda em Venice muitos seguidores dos Cycos?
Existem Suicidals em Venice e literalmente por todo o mundo. Eu nunca me dei conta o quanto até eu fazer uma turnê com a banda. Você tem muito Suicidals em todos os estados e eles são assim por mais de 15-20 anos.

There are Suicidals in Venice and literally all over the world. I never realized how many until I toured with the band. You have Suicidals pretty much in every state and they have been Suicidals for over 15-20 years.

A nova formação dos Cycos registrada pelas lentes de Williams: Moore, Muir, Brunner, Pleasants e Clark.

Como fotógrafo, o que sentiu registrando a banda?
Quando Mike me perguntou sobre sair em turnê eu estava muito animado e sabia que conseguiria fotos matadoras. Fotografar a banda é insano!! Nos shows a plateia vai à loucura e a energia é louca. Eu fotografei tudo do palco, da plateia, do agito. Eu perdi meu sapato apenas tentando a foto perfeita do agito. Mas valeu totalmente a pena.

When Mike asked me to go on tour with them I was stoked and I knew I would get killer photos. Shooting the band is INSANE!! At the shows the crowds go crazy and the energy is crazy. I shoot all over from the stage to the crowd to the pit. I’ve lost my shoe just trying to get the perfect shot from the pit. But it’s totally worth it.

Mike Clark e os fãs do ST: comunhão total.

Mike Muir é um frontman muito energético. Facilita para tirar boas fotos?
Mike é matador no palco. Muita energia. É muito fácil conseguir boas fotos quando Mike está fazendo o que sabe.

Mike is killer on stage. Lots of energy.Very easy to get good shots of Mike doing his thing.

Muir comandando a loucura nos shows

Você também é skatista, um esporte muito identificado com o Suicidal. Como você enxerga essa relação?
Eu andei de skate desde 1985 e quando comecei a sair por Venice isso era algo entre amigos, então foi muito legal fotografar o ST porque nós falávamos sobre música e skate quando estávamos pela rua.  Nós somos todos da mesma origem.

I’ve been skating since 1985 and when I started hanging in Venice it was just like we were all brothers so its just cool shooting for ST cause we talk about Music and Skating when ever we are all on the road. We are all pretty much from the same backgrounds.

Mike Clark e Dean Pleasants exibindo os shapes modelo Pep Williams

Novembro 25, 2009

Flashing Pictures – 16

São raríssimas as fotos do ST com o Bob Heathcote, baixista que tocou no How Will I Laugh Tomorrow. Basicamente, temos os registros para o encarte do álbum.  Por isso a importância da peça abaixo:

Na ponta esquerda da mesa, sabe-se lá em que lugar do mundo, e para o que parece ser um belo jantar italiano, está ali o Heathcote com seu marcante bigode loiro.

No post que fiz sobre ele, falei da dúvida sobre o seu atual paradeiro.  Vi na internet que Bob teria sido assassinado. Porém, felizmente, parece que não procede. Quando entrevistei Amery Smith, o ex-batera do ST disse que viu o também ex-integrante da banda circulando por Los Angeles recentemente. Ótimo!

Voltando, destaque também para Mike Clark, na ponta direita, moleque ainda, recém-integrado aos Cycos. Do lado de Clark, o saudoso Ralph Herrera.

Novembro 24, 2009

ST Posters – 2

Da mesma sessão de fotos…

Novembro 23, 2009

À espera de Rocky

Muita gente tem me perguntado: e aí, quando é que vai rolar aquela entrevista prometida com o Rocky George? Pois bem, primeiramente posso garantir que ninguém está mais ansioso do que eu pela aparição do nomezinho do lendário guitarrista do Suicidal em minha caixa postal.

Onde está você, Rocky?

Depois, e o que realmente interessa, infelizmente, tenho de dizer que não sei. Para vocês terem uma ideia, a primeira resposta do Rocky para um email meu demorou mais de dois meses. Mas veio, ótimo!

Quanto a próxima, eu só quero que um dia ela chegue, seja daqui a uma semana, um mês, ano que vem, ou 10 anos (também não precisa demorar tanto).

Assim, nos resta aguardar, torcer e perguntar…

ROCKY, WHERE ARE YOU?

Novembro 22, 2009

Back to the old days!

Vi no fórum do ST esse video que é de fazer qualquer fã tremer na base. Em um evento organizado em benefício do baixista do Deftones, Chi Cheng (com dificuldades para pagar as despesas médicas após sofrer um grave acidente), nada menos que Mike Muir, Mike Clark, Rocky George e Robert Trujillo, juntos no palco, executando War Inside My Head!

Ou seja, faltou só o Ralph Herrera para completar a mais clássica formação do Suicidal. Emocionante ver o quarteto em ação novamente e reparar que, aparentemente, não há treta nenhuma entre eles. Assim, embora os atuais integrantes da banda estejam dando conta do recado, não custa sonhar com uma reunião desse time para um show absolutamente histórico.

A apresentação é recentíssima, rolou na última sexta-feira, e contou ainda com a participação de integrantes do System of a Down e Slayer (o mítico Dave Lombardo que, ao que parece, segurou as baquetas em War Inside My Head).

Novembro 18, 2009

Trasher, 1987 – Mike Muir

Um clássico. Não há muito mais o que dizer desta entrevista de Mike Muir para a revista especializada em skate Trasher, em maio de 1987. Ótimo e extenso retrato de um período um tanto confuso do ST. Já que ao mesmo tempo em que a banda era reconhecida como grande nos Estados Unidos, quatro anos já haviam se passado e nada do segundo álbum sair do forno.

Os arquivos de imagem são grandes, então dá para salvar e ler numa boa — clicando na foto você verá ela em tamanho real. Só tem que desempenhar um inglês, pois não encontrei o texto por aí. Mas vale muito a pena. De quebra, algumas fotos sensacionais também.

Novembro 18, 2009

Catalyst, 14 nov

Já me perguntaram qual o motivo para eu praticamente não publicar material recente do ST (notícias, entrevistas, vídeos etc). Primeiramente, é bom deixar claro que continuo gostando da banda em seus dias atuais. Mas prefiro fuçar no que não está disponível, não foi bem explicado, ninguém deu muita atenção. É por aí…

Feito o esclarecimento,  vou então contrariar a “regra”. Videos de um show recentíssimo do Suicidal, realizado no último sábado, dia 14, no clube Catalyst, em Santa Cruz, California. Dica do camarada Marcelo Gomes.

Ainda não tinha visto o batera Erico Moore em ação. O cara é um monstro mesmo, além de uma figuraça. Paradão na banqueta, Moore mexe os braços como um polvo. Destaque para ele saindo de trás da bandeira (sensacional) com a caveira da capa de Come Alive ao entrar no palco.

Posto aqui dois vídeos. No primeiro, a abetura tradicional, com You Can’t Bring Me Down.  E o segundo, da minha música preferida, Subliminal. Tempo mais do que suficiente para reparar como o ST está mais vivo do que nunca.

Quem quiser conferir mais dessa apresentação do ST fresquinha, basta seguir os links abaixo:

Ain’t Gonna Take It

War Inside My Head

Send Me Your Money

Come Alive

Possessed To Skate

Feel Like Shit… Deja Vu

Cyco Vision

I Saw Your Mommy

BÔNUS

Indicado nos comentários pelo xará André Fiscina, segue um link para baixar um show do ST na Espanha, também de 2009, puxado do blog DarkBattM14’s Videos.

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Novembro 16, 2009

Mais ST na história…

Seguindo a indicação do Fabian (reforçada pelo Lucas), fui conferir o documentário Get Trashed - A História do Trash Metal, de 2006. E eles têm razão. Ao contrário do que rolou em Botinada (justamente) e American Hardcore (injustamente), o Suicidal recebe o tratamento merecido.

Há um capítulo só para a banda no documentário. Com uma série de depoimentos e muitos elogios, de caras como o baterista do Anthrax  Charlie Benante, o ex-baixista do Megadeth David Ellefson e o vocalista do Hatebreed Jamey Jasta.

Tudo por conta da inestimável (na opinião deles e na minha) contribuição do ST ao trash, mais propriamente, ao crossover, junção do metal com o hardcore. E aí, grande parte dos méritos são concedidos ao Rocky George no filme.

Com toda a justiça. Mas faltou lembrar a influência de Ralph Herrera, com a sua batera com dois bumbos, e Mike Clark, riffeiro de mão cheia na guitarra base.

Quanto ao Suicidal, outro pecado do documentário, como alertou o Fabian, foi a ausência de testemunhais por parte de ex ou atuais integrantes da banda. Os caras conseguiram falar até com os marrentos Dave Mustaine (Megadeth) e Lars Ulrich (Metallica)! Imperdoável!

Pra fechar, publico uma foto absolutamente espetacular mostrada no filme que eu nunca tinha visto. Pra variar, obra do Glen Friedman, jornalista que registrou magistralmente todo o início da banda. Smith, Muir, Mayorga e Estes largados em um supermercado…