Arquivo do mês: julho 2009

Ótimas notícias…

Teremos em breve duas novas entrevistas, com Mike Clark, atual e clássico guitarrista do ST, e Amery Smith, baterista do primeiro álbum. Os dois já me responderam, por email, basta que eu edite o material. Aguardem…

Brother Clark, em show no RJ, ano passado. Foto sacada pelo camarada Eduardo Santana.

Brother Clark, em show no RJ, ano passado. Foto sacada pelo camarada Eduardo Santana.

Daniel Clements e Amery Smith, em foto recente

Daniel Clements (vocalista do Excel) e Amery Smith, em foto recente

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Nova seção por aqui. Para dar uma “arejada” no blog, fotos do que podemos chamar de musas do ST. Entendo que alguns podem achar umas mais, outras menos atraentes, mas vamos lá, viva a diversidade!

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Flashing Pictures – 7

Voltamos com o ritmo normal do blog, após a entrevista com o Mayorga. E com muito mais do que algumas imagens raras. Desta vez, pinta também um depoimento de quem esteve por lá!

São fotos da turnê do Join the Army, em 1987, passando pela Alemanha. Muir e Mayorga, remanescentes do álbum de estreia, mais R.J.Herrera (bateria) e Rocky George (guitarra), ainda “frescos” na banda. São fotos dos bastidores do show, com a rapaziada do Suicidal misturada, provavelmente, ao seu staff.

Além dos tradicionalíssimos bonés e bandanas, destaque para muitas camisas de uma banda chamada Exumer, que vocês vão sacar do que se trata mais abaixo. Vale mencionar também a fome dos Cycos!

Mike (agachado), Herrera (em pé, no centro) e Mayorga (à direita).

Muir (agachado, à esquerda), Herrera (em pé, no centro) e Mayorga (à direita).

Muir e Rocky

Muir e Rocky

Muir e R.J. Herrera

Muir e R.J. Herrera

Mayorga, à direita

Mayorga, à direita

Logo abaixo, a excelente contribuição do camarada alemão-brasileiro Holger, que marcou presença em um dos shows do ST nessa turnê, em Stuttgart. Saquem só…

“Andei pesquisando sobre o evento, mas é muito difícil achar algo, era pré-internet. Me comuniquei com um amigo na Alemanha e juntei as peças que restaram.

Com certeza, o show anconteceu no primeiro semestre do ano 1987 (talvez em maio), num local que se chama Roehre, o que significa neste caso “túnel”. Fica localizado justamente ao lado da saída de um túnel no centro da cidade de Stuttgart. A Dani passou uma vez andando pelo túnel e quase morreu intoxicada…

Na época, a Roehre era um lugar mais underground com eventos de música ao vivo de todos os tipos. Hoje já é mais sofisticado, mas ainda é um lugar onde tocam tanto bandas locais, quanto bandas internacionais.

Quanto ao ST, chegamos ao local no fim da tarde, e ficamos bastante impressionados com os inúmeros skatistas fazendo as manobras deles junto com alguns membros da banda, na frente do tour-bus deles. Como o QG da OTAN fica perto de Stuttgart, a maioria do público era de eskatistas e norte-americanos. Um monte de fortões carecas, cheio de tatuagens. Fiquei meio com um pé atrás, imaginando a porradaria que daria na frente do palco durante o show.

Quem abriu foi uma banda de trash metal alemã chamada Exumer. Nada a ver com o ST. O show do Suicidal foi energia pura. Mike Muir corria o tempo todo de uma lado do palco para o outro, berrando as mensagens dele ao microfone. A tão temida porradaria não aconteceu, mas deu stage dive violento. No meio dos caras pogando, a galera andava de skate, fazendo ollies para cima do palco.

Nunca vou esquecer da imagem do Mike Muir com a bandana obrigatoriamente puxada em cima dos olhos e de boné preto com a aba pra cima, escrito “Suicidal Tendencies” nela. De som altíssimo, a banda tocava as músicas mais rápido ainda do que são gravadas no disco. Inesquecível…

Um abraço, Holger

PS: Tive um poster do ST dessa Tour, mas infelizmente não sei em qual canto do planeta ele está.”

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Tá tudo em casa…

Rapaziada que está chegando aqui em busca de atualizações, take it easy! Manterei o ritmo de atualizações diárias,  como de costume. Estou só dando um tempo a mais para a entrevista com o Louichi Mayorga, logo abaixo. Merece, certo?

Aproveito para agradecer os vários comentários dos últimos dias. Franco, Guilherme, Tiago Puppi, Dude, George, Madruga e Suicidal Maniac. Valeu mesmo! Aliás, Puppi e Madruga solucionaram o enigma (pra mim, pelo menos) do bonézinho do Rocky George. Isso vai virar post!

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Entrevista – Louichi Mayorga

Depois de quase dois meses de insistência, finalmente o Louichi Mayorga, um dos primeiros baixistas do Suicidal, respondeu às minhas perguntas. Durante todo esse tempo, ele foi sempre camarada nas trocas de emails, mas se dizia ocupado. Enfim, valeu a pena esperar.

Sumidão da mídia há muito tempo, ainda morando em Venice, Mayorga deu uma geral nos tempos de ST. Ele foi o titular das quatro cordas de 1982 a 1987, gravou o álbum de estreia e o Join the Army. Falou do começo da banda, da relação com as gangues locais e detonou Mike Muir quando perguntado sobre a sua polêmica saída do grupo.

Nos últimos anos, deu uma de “manager” no lançamento da segunda versão da coletânea Welcome to Venice. (compre aqui). Reuniu também os ex-ST Grant Estes e Amery Smith, que com Muir gravaram o primeiro disco, para formar uma nova banda, chamada AgainST.

Optei por publicar as respostas dele em inglês, para a rapaziada que é ligeira no idioma possa captar exatamente o que o Mayorga quis dizer. Mas fiz uma tradução livre para a turma que não manja muito. Aproveitem!

Você sempre morou em Venice?
You asked about living in Venice. I was born in Santa Monica, because Venice didn’t have a hospital. Lived in Venice for like six years, them my dad bought a house in Santa Monica, because it was too dangerous where I was living. I had a brother in a gang Venice 13 (V13), so I grew up near the beach in SM. It was full of artists and skaters (all Dogtown), surfers and this was seven blocks away from Venice. I later moved back to Venice when I joined Suicidal. I just turned 18.

Você perguntou sobre viver em Venice. Eu nasci em Santa Monica, porque Venice não tinha um hospital. Vivi em Venice cerca de seis anos, então meu pai comprou uma casa em Santa Monica, porque era muito perigoso onde morávamos.  Eu tive um irmão na gang Venice 13 (V13), então eu cresci perto da praia em SM. Era cheio de artistas, skatistas (todos Dogtown), surfistas, era a sete quadras longe de Venice. Depois eu me voltei para Venice quando entrei para o Suicidal. Eu tinha acabado de completar dezoito anos.

Infância em Santa Mônica

Infância em Santa Mônica

Como você entrou no Suicidal?
I was in a long line for first year of college and Mike was in front of me in line. We started talking and he said he was looking for a bass player for his band. I recently heard about them. I remember his main question was “can you use your fourth finger?” and I said yah. So I went and tried out. I knew I had the job as soon as I started playing.

Eu estava em uma fileira (?) do primeiro ano de segundo grau e Mike estava na minha frente. Nós começamos a conversar e ele me disse que estava procurando um baixista para sua banda. Recentemente eu havia ouvido falar sobre ele. Eu me lembro que sua principal pergunta foi “você consegue usar seu quarto dedo?” e eu disse que sim. Então eu fui e tentei. Eu sabia que consegui o emprego logo que comecei a tocar.

O ST é sempre associado às gangues. Em algum momento chegou a existir uma relação direta?
Yah! We had family and friends in the gangs (V13), so we dressed our certain way like the homeboys did and like our older brothers. Cause they would of laughed at us, if we looked like punkers. They probably would of called us “wanna be white boys”, like goofy, with mohawks and piercing and just looking “cochinos”.

Nós tivemos família e amigos em gangues (V13), então nós nos vestimos em certo modo como os homeboys e como nossos irmãos mais velhos. Porque eles iriam rir se nós nos parecêssemos como punkers. Provavelmente, eles iriam nos chamar de “metidos a garotos brancos”, como goofy, com moicanos e piercing e apenas parecendo cochinos.

Qual foi o seu melhor momento no grupo? E o pior?
The best time I had was seeing our Institutionalized video on MTV. And my worst moment, of course, was Mike kicking me out of the band. He said my playing got worse and I wasn’t good anymore. What an asshole. How does someone get worse at their instrument?

O melhor momento eu tive ao ver nosso clipe de Institutionalized na MTV. E o meu pior momento, claro, foi quando Mike me chutou fora da banda. Ele disse que eu estava tocando pior, que eu não era bom mais. Que asshole! Como alguém consegue ficar pior em seu instrumento?

Na Alemanha com o ST em 1987

Na Alemanha com o ST em 1987

Por que você deixou o Suicidal? É verdade que você foi demitido pelo Mike Muir?
Turned out, one of the reasons, I think he wanted me out was he had a lot of money of mine. I didn’t know about. I didn’t know till later. I had to sue him to get my money back, about 100 thousand dollars. He thought I would never find out about the money. Cheap bastard.

Uma das razões, eu penso que Mike queria que eu saísse porque estava com um monte de dinheiro meu. Eu não sabia disso. Não soube durante muito tempo. Eu tive que processar ele para ter meu dinheiro de volta, cerca de 100 mil dólares. Ele pensava que eu nunca iria saber do dinheiro.

Atualmente, você tem relação com algum membro da banda?
I have no relationship with Muir. But I talk to everyone else. I just played the other night with Mike Clark at a club. We did all songs from first record. Last week recorded with Amery Smith. So I’m in touch with everybody.

Eu não tenho nenhum tipo de relacionamento com o Muir. Mas eu converso com qualquer outro. Eu toquei com o Mike Clark em uma noite dessas. Nós tocamos todas as músicas do primeiro disco. Semana passada gravei com o Amery Smith. Então eu estou em contato com todo mundo.

Vi uma foto sua com o Jay Adams. Ele fez parte dos Suicidal Boyz, certo?
Yah! I just talked to Jay Boy yesterday. He is doing good four years sober. We both lost a good friend Paul Cullen, a Z-Boy too. He was really bummed.

Sim! Eu falei com o Jay Boy ontem. Ele está bem, quatro anos sóbrio. Nós perdemos um grande amigo, Paul Cullen, um Z-Boy também. Ele estava muito deprimido.

O lendário skatista Jay Adams e Louichi

O lendário skatista Jay Adams e Louichi

Recentemente, você formou o AgainST com o Grant Estes e o Amery Smith, também ex-membros do Suicidal. Como foi essa experiência?
I’m trying to get something going with AgainST right now. But we all have different schedules. Who knows, maybe we’ll get a CD out!

Estou tentando conseguir algo com o AgainST agora. Mas nós temos horários diferentes. Quem sabe, talvez nós lancemos um CD.

O que você faz atualmente?
I struggle with bills, of course. I have a four year old daughter and I’m getting to release another Welcome2Venice CD!

Eu luto contra as dívidas. Tenho uma filha de quatro anos e estou conseguindo o lançamento de outro CD de Welcome2Venice.

Louichi (primeiro à esquerda) e família em Venice

Louichi (primeiro à esquerda) e família em Venice

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Lights… Camera… ST! – 3

Um dos videos mais antigos do ST, de 1984, segundo o responsável pela postagem no youtube. O clássico I Saw Your Mommy executado num palco de médio porte, som razoável. Destaque para a rapaziada tomando conta da cena, suicidalz, punks, homeboys, skatistas etc.

Vale ressaltar também a performance de Muir, molecão “possessed”, presença que acabou consagradada. Tem também John Nelson degustando a guita, num solo a la Hendrix, sem fazer feio ao gênio. Completam o grupo o batera Amery Smith, e o seu kit diferenciado, mais Louiche Mayorga, perdido no meio da crowd.

Captei alguns “melhores momentos” pra vocês sentirem o drama.

Mike e sua camiseta clássica

Mike e uma ST-shirt clássica

Louiche Mayorga, de costas

Louiche Mayorga, de costas

Jon Nelson e a bandana inseparável

Jon "Hendrix" Nelson

Amery e a batera diferente

Amery e a batera diferente

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Flashing Pictures – 6

Mais uma pérola fotográfica do ST. E essa é das antigas mesmo. Na guitarra, Rick Battson, que ficou cerca de um ano no Suicidal. Saiu para a entrada de Grant Estes, que logo em seguida gravaria o primeiro álbum da banda.

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ST numa onda totalmente punk. Muir de calça jeans e suspensórios! Sean de bracelete no braço. Estilão bem diferente do adotado pouco tempo depois e consagrado até hoje. O batera não dá pra ver quase nada. Vale ainda o destaque para o teto quadriculado da quebrada.

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